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Binance anuncia compra da FTX, mas reavalia aquisição após checar dados internos

Nesta terça-feira (8), Changpeng Zhao, CEO da corretora Binance, assinou uma carta de intenções para adquirir a FTX, empresa rival da exchange. No entanto, após investigar os dados internos e os compromissos de empréstimos da empresa de Sam Bankman-Fried, que enfrenta uma crise de liquidez, as chances dessa transação ser cancelada cresceram exponencialmente.

A informação sobre o possível cancelamento da aquisição foi revelada à CoinDesk, por uma pessoa familiarizada com o assunto. A intenção de compra surgiu após a FTX pedir ajuda a Binance, quando viu seus ativos despencarem após uma reportagem sobre o balanço da Alameda Research, empresa-irmã da FTX.

Na última semana, uma reportagem do CoinDesk revelou que grande parte dos ativos da Alameda eram tokens criados pela FTX, ou seja, ativos ilíquidos. A notícia criou uma preocupação geral entre os clientes, que temiam que a Alameda não fosse capaz de bancar os seus tokens, levando os investidores a venderem seus ativos e saírem da plataforma.

Segundo informações adquiridas pela empresa de dados de blockchain Nansen, os resgates na FTX chegaram ao valor de US$ 292 milhões (R$ 1,5 bilhão). O próprio Zhao anunciou em um tweet que venderia sua posição em FTT, o token nativo da FTX.

CZ, CEO da Binance, anunciou a compra da FTX nesta terça-feira (9) (Imagem: Reprodução/Binance)
CZ, CEO da Binance, anunciou a compra da FTX nesta terça-feira (9) (Imagem: Reprodução/Binance)

Binance confirma desistência do negócio com a FTX

Em nota encaminhada ao Canaltech, a Binance se posicionou sobre o assunto:

"Como resultado da due diligence corporativa, bem como das últimas notícias sobre fundos mal administrados de clientes e supostas investigações de agência dos EUA, decidimos que não daremos continuidade à potencial aquisição da FTX.com. No início, nossa expectativa era poder oferecer suporte aos clientes da FTX para prover liquidez, mas os problemas estão além do nosso controle ou capacidade de ajuda.

Toda vez que um grande player de um setor falhar, os consumidores de varejo sofrerão. Vimos nos últimos anos que o ecossistema de criptomoedas está se tornando mais resiliente e acreditamos que, com o tempo, os atores que fazem uso indevido dos fundos dos usuários serão eliminados pelo livre mercado.

À medida que os arcabouços regulatórios são desenvolvidos e a indústria continua a evoluir em direção a uma maior descentralização, o ecossistema crescerá com mais robustez."

Crise no mercado cripto

Após a publicação, o mercado de criptomoedas voltou a enfrentar turbulências. O Bitcoin (BTC) atingiu uma nova mínima em dois anos, chegando a cerca de US$ 16.900 (R_jobs(data.conteudo)nbsp;87.800), enquanto o Ethereum (ETH) caiu abaixo de US$ 1.150 (R$ 5.980) e a Solana (SOL) para pouca mais de US$ 16 (R$ 83) — o equivalente a uma queda de 50% em apenas dois dias.

Apesar de aumentar a tensão entre os investidores, o cancelamento do acordo não seria uma surpresa. Especialistas disseram ao site InfoMoney que o mercado já suspeitava que o negócio poderia não ser concluído, o que agravou o recuo nos preços das criptomoedas.

Fonte: Canaltech

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