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Bilionários da China estão pobres? Veja quanto cada um perdeu

Bilionários: Fundador do Alibaba, Jack Ma, que já foi o homem mais rico da China, caiu da 5ª para a 9ª posição do ranking depois de perder 29% de sua riqueza (AFP PHOTO/ Prakash SINGH)
Bilionários: Fundador do Alibaba, Jack Ma, que já foi o homem mais rico da China, caiu da 5ª para a 9ª posição do ranking depois de perder 29% de sua riqueza (AFP PHOTO/ Prakash SINGH)
  • Bilionários: Hurun China Rich List levantou que o número de bilionários no país é o menor em 24 anos;

  • A lista contempla indivíduos com fortuna superior a 5 bilhões de yuans (ou R$ 3,5 bilhões);

  • Jack Ma caiu da 5ª para a 9ª posição do ranking depois de perder 29% de sua riqueza.

Publicada nesta terça-feira, a Hurun China Rich List, lista que reúne as maiores fortunas da China, levantou que o número de bilionários no país é o menor em 24 anos, com uma queda de 11% somente neste ano. A lista contempla indivíduos com fortuna superior a 5 bilhões de yuans (ou R$ 3,5 bilhões).

Segundo informações do portal Exame, um dos que mais perderam posto foi fundador do Alibaba, Jack Ma, que já foi o homem mais rico da China e caiu da 5ª para a 9ª posição do ranking depois de perder 29% de sua riqueza.

"Desta vez, apenas 1.305 pessoas entraram na classificação, um decréscimo de 11% em relação ao ano passado, o maior registrado em duas décadas. Além disso, a riqueza global desses bilionários também caiu 18%, para US$ 3,5 trilhões", diz a reportagem. Os setores mais atingidos foram o imobiliário e o da saúde.

No início do ano, a Forbes divulgou sua lista de bilionários ao redor do mundo e nela ficou clara a diminuição da fortuna dos bilionários chineses, que conjuntamente perderam mais de US$ 500 bilhões (R$ 2,3 trilhões). Ao todo, foram 87 bilionários chineses que caíram na lista esse ano.

O movimento pode ser explicado a partir das ações do governo chinês, não por conta de um mau gerenciamento da economia, que piorou o ambiente de negócios em um geral no país, mas sim pela ação deliberada de conter a "riqueza excessiva" em busca da "prosperidade comum", como disse publicamente Xi Jinping, presidente do país em agosto do ano passado. O maior exemplo dessa perseguição aos grandes detentores de capital aconteceu com a empresa de tecnologias Alibaba, de Jack Ma, que foi multada em US$ 3,7 bilhões em abril do ano passado por práticas monopolistas.

Outro setor bastante afetado graças aos reguladores chineses é o da educação privada. Considerada como causadora de estresse desnecessário a crianças pequenas, em julho as autoridades em Pequim anunciaram a proibição de aulas com fins lucrativos ministradas por institutos de tutoria. Com isso, grandes bilionários do país viram suas fortunas despencaram.