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Bilionário devolve R$ 400 mi e fica proibido de comprar artes

·2 min de leitura
Steinhardt e o Ministério Público chegaram a um acordo sobre artes roubadas (Michael Brochstein/Getty Images)
Steinhardt e o Ministério Público chegaram a um acordo sobre artes roubadas (Michael Brochstein/Getty Images)
  • Steinhardt é um dos maiores colecionadores de arte antiga do mundo

  • Bilionário americano, em acordo com MP, acatou proibição vitalícia "sem precedentes"

  • Investigação durou vários anos e abrangeu diversos países

Michael H. Steinhardt, bilionário americano, é conhecido por ser gerente de fundos de hedge, filantropo e um dos maiores colecionadores de arte antiga do mundo. Sua fama, porém, mudou de teor nas últimas semanas, fruto de uma investigação árdua e bastante longa que resultou em uma punição nunca antes vista.

Em acordo com o Ministério Público do distrito de Manhattan, Steinhardt concordou em devolver os quase R$ 400 milhões (cerca de US$ 70 mi) em arte roubada e ficar sem mais adquirir antiguidades. Em contrapartida, ele não será processado criminalmente no caso.

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180 artes roubadas

No total foram 180 antiguidades consideradas roubadas, que terão de ser devolvidas aos legítimos proprietários. A tarefa, no entanto, não será nada fácil, já que os mesmos residem em 11 países diferentes. Isso porque, de acordo com o promotor público Cy Vance Jr. em comunicado à imprensa, a busca de Steinhardt pela obtenção de novas peças de arte "não conhecia limites geográficos ou morais".

Segundo a investigação, que durou vários anos e abrangeu diversos países - contando com o auxílio das autoridades da Bulgária, Egito, Grécia, Iraque, Israel, Itália, Jordânia, Líbano, Líbia, Síria e Turquia. -, o bilionário norte-americano dependia de diversos criminosos para expandir sua coleção. Das 180 peças apreendidas, 171 passaram por traficantes de antiguidades, que as adquiriram durante conflitos civis ou saques, de acordo com a procuradoria.

As desconfianças surgiram em 2017, quando passou-se a analisar criteriosamente o papel de Steinhardt na aquisição, posse e venda de mais de 1.000 antiguidades - mais tarde, evidências convincentes foram encontradas nas 180 peças consideradas roubadas, na qual o bilionário teve de devolver.

Dentre os objetos que retornarão aos respectivos donos, está um pequeno baú (o “Larnax”) para restos humanos da ilha grega de Creta que data entre 1400-1200 A.C., avaliado em US$ 1 milhão, entre outras peças valiosas.

Steinhardt e o Ministério Público chegaram a um acordo que encerrará a investigação, resultando em uma punição sem precedentes de não poder mais adquirir antiguidades. Ao mesmo tempo, o bilionário não será processado criminalmente no caso. De acordo com Vance, o acordo fará com que as peças possam ser devolvidas de forma mais rápida aos proprietários.

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