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Bilionário Gucci Master é condenado por fraude

Ramon Abbas, influenciador nigeriano, é condenado por ajudar a lavar mais de R$ 1,5 bilhão (RAY HUSHPUPPI—INSTAGRAM)
Ramon Abbas, influenciador nigeriano, é condenado por ajudar a lavar mais de R$ 1,5 bilhão (RAY HUSHPUPPI—INSTAGRAM)
  • Bilionário Ramon Abbas, também conhecido como Ray Hyshpuppi, pegou 11 anos de prisão;

  • Influenciador ajudou quadrilha a lavar mais de US$ 300 milhões, ou R$ 1,5 bilhão;

  • Vítimas incluem instituições de peso, como escritórios de advocacia e filantropos.

Um influenciador nigeriano que se auto apelidou de "Billionaire Gucci Master" foi condenado a 11 anos de prisão por participar de uma quadrilha internacional de fraudes que lavou mais de US$ 300 milhões, ou R$ 1,5 bilhão. Ramon Abbas, que se apresentava como Ray Hushpuppi nas redes sociais, foi descrito pelo FBI como "um dos lavadores de dinheiro mais prolífico do mundo".

O influenciador tinha mais de 2,8 milhões de seguidores em sua conta no Instagram, onde ostentava um estilo de vida opulente, exibindo jatos particulares e carros luxuosos. Seus hábitos, no entanto, foram financiados a partir de várias fraudes, segundo os documentos judiciais.

O influenciador foi originalmente preso em um imóvel em Dubai em 2020, onde as autoridades apreenderam US$ 41 milhões em dinheiro (R$ 212 milhões) e 13 carros de luxo no valor de US$ 6,8 milhões (R$ 35 milhões).

Abbas, de 40 anos, foi condenado junto a um cúmplice canadense a 135 meses em uma prisão federal americana, além de ter de pagar US$ 1,7 milhão (R$ 8,7 milhões) em restituição financeira a duas de suas vítimas, após se declarar culpado à acusação de lavagem de dinheiro.

Durante um período de 18 meses, Abbas ajudou uma quadrilha que realizava assaltos a bancos online e comprometia e-mails comerciais (BEC), um crime que envolve se passar por outras pessoas e persuadir vítimas a enviar dinheiro. Segundo o nigeriano, apesar de ter ajudado a lavar mais de US$ 300 milhões ele teria recebido apenas US$ 300 mil (R$ 1,5 milhão) pelos seus crimes.

Dentre as vítimas do influenciador estão um escritório de advocacia de Nova York, que transferiu US$ 900 mil (R$ 4,6 milhões) para a conta dos criminosos, além de um clube de futebol britânico e um filantropo que acreditava que seu dinheiro iria financiar uma nova escola no Catar.

“Esta sentença significativa é o resultado de anos de colaboração entre as forças da lei em vários países e deve enviar um aviso claro aos fraudadores internacionais de que o FBI buscará justiça para as vítimas, independentemente de os criminosos operarem dentro ou fora das fronteiras dos Estados Unidos”, afirmou Don Always, diretor assistente encarregado do escritório de campo do FBI em Los Angeles.