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Bienal do Livro supera vendas de edição anterior nos primeiros dias

·3 min de leitura

A Bienal do Livro havia se tornado um dilema para as editoras. Com público reduzido por conta da pandemia e desafios logísticos, algumas casas tradicionais, como a Companhia das Letras e a Harper Collins, resolveram não expor na edição de 2021, que começou na última sexta-feira e vai até o próximo domingo. Quem veio, no entanto, se deu bem.

De acordo com todas as editoras ouvidas pela reportagem, o faturamento dos dois primeiros dias de 2021 foi maior do que comparado com o mesmo período de 2019. Os números surpreenderam os próprios expositores. A Globo Livros vendeu 50% acima do que esperava. Em seu segundo dia da editora na Bienal (sábado), a Globo Livros e a Intrínseca tiveram um aumento de 32% nas vendas em relação ao segundo dia de 2019. O Grupo Record e a Sextante viram um incremento de 15% na média dos dois dias. Só neste sábado, o a Record vendeu mais do que todo o primeiro fim de semana da edição anterior.

— O público foi maior do que esperávamos — diz Mauro Palermo, diretor da Globo Livros. — Dá para notar essa necessidade de confraternização em torno do livro. Outro fator é que, como há menos editoras no evento, quem veio se beneficiou.

O evento ainda não liberou os números de público, mas basta uma caminhada pelo Riocentro para perceber que não se trata de uma Bienal como as outras. Não havia grandes aglomerações e as filas são pontuais.

Segundo os vendedores nos estandes, no entanto, aumentou o número de consumidores com listas na mão, sabendo exatamente o que queria — o que pode indicar um público mais disposto a comprar do que passear. Outro fator do crescimento, segundo a editora Record, é a proximidade do Natal (a edição anterior aconteceu em agosto de 2019), o que favoreceu a venda de presentes para as festas, como boxes e edições em capa dura.

Portfolio menor, mais venda

Para otimizar a logística em uma Bienal atípica, muitas editoras mudaram suas estratégias de vendas , trazendo apenas os títulos mais desejados de seu catálogo. E com descontos mais agressivos. Por outro lado, está mais difícil para o leitor encontrar a chamada queima de estoque — livros menos procurados vendidos a preços mínimos.

A Intrínseca resolveu trabalhar apenas com 300 dos 800 livros ativos de seu catálogo, com preços mais atraentes do que o normal. Normalmente vendidos a cerca de R$ 80, os volumes da “Biblioteca Gaiman” estão saindo por R$ 29,90 na Bienal. O “Jogador número 2” baixou do preço de capa de R$ 69,90 para R$ 19,90 nos estandes.

— Tínhamos dúvidas se deveríamos participar ou não, tanto que só tomamos a decisão em setembro — conta Heloiza Dao, diretora de marketing da Intrínseca. — Não viemos com previsão de faturar, e sim porque sabíamos como a Bienal era importante para nossa relação com o leitor. O bom faturamento até agora está sendo inesperado.

'Vamos voltar semana que vem'

Os descontos generosos acabaram fomentando as vendas. Em sua terceira Bienal, as estudantes de letras Amanda Barbosa, 24, e Bruna Cristina Nascimento, 23, vieram com uma lista de desejos na cabeça. Como os preços estavam em conta, acabaram levando também outros títulos. Ontem, Amanda comprou 11 títulos e, Bruna, sete.

— Deu para perceber que os estandes estavam menores e que havia menos opções de títulos — diz Amanda. — Viemos achando que seria uma facada e achamos preços muito menores do que na Bienal anterior. Por isso, vamos voltar na semana que vem.

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