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Biden seguirá com plano de infraestrutura mesmo sem apoio republicano, diz secretária de Energia

Katanga Johnson e Doina Chiacu
·2 minuto de leitura

Por Katanga Johnson e Doina Chiacu

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está disposto a levar adiante seu plano de infraestrutura no valor de 2 trilhões de dólares mesmo sem o apoio dos parlamentares republicanos, caso não consiga chegar a um acordo bipartidário, disse a secretária de Energia dos EUA, Jennifer Granholm, neste domingo.

Granholm disse que Biden prefere que seu plano tenha o apoio dos republicanos, mas que, caso isso não ocorra, provavelmente fará uso de um dispositivo legislativo, conhecido como “reconciliação”, para permitir que os democratas aprovem o projeto no Senado.

"Como ele disse, ele foi enviado à Presidência para fazer um trabalho pela América. E se a grande maioria dos americanos, democratas e republicanos, em todo o país, apoiar os gastos em nosso país e não nos permitir perder a corrida global, ele seguirá adiante", disse Granholm à CNN.

A ferramenta da "reconciliação" permite a aprovação de projetos orçamentários no Senado por maioria simples, que atualmente os democratas possuem, em vez de uma maioria qualificada normalmente necessária.

Atualmente, a maioria dos norte-americanos apoia o plano do presidente democrata, disse Granholm -- uma de várias autoridades de primeiro escalão do governo Biden que promoveram o plano de infraestrutura em noticiários deste domingo.

Desde que assumiu o cargo em janeiro, o presidente democrata disse repetidas vezes que deseja trabalhar com os republicanos.

No entanto, o plano de infraestrutura --sua segunda grande iniciativa legislativa-- dificilmente deve atrair mais apoio bipartidário do que o primeiro, um pacote de alívio contra a Covid-19 de 1,9 trilhão de dólares que foi aprovado apenas com apoio democrata no mês passado, usando a ferramenta da "reconciliação".

O líder republicano do Senado, Mitch McConnell, disse na semana passada que o plano de infraestrutura de Biden era "ousado e audacioso", mas que aumentaria os impostos e a dívida. Ele prometeu lutar contra o projeto.

O senador republicano Roy Blunt pediu ao governo neste domingo que reduza o plano, se concentrando no básico.

"Se olharmos para estradas, pontes, portos e aeroportos, e talvez até sistemas de água subterrânea e banda larga, você ainda estaria falando sobre menos de 30% de todo este pacote", disse Blunt à Fox.

O senador disse acreditar que um plano menos ambicioso, de cerca de 615 bilhões de dólares, seria mais palatável para ser votado pelos seus colegas republicanos no Congresso.