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Biden segue passos de Trump para se impor perante a China

·3 minuto de leitura
O presidente Joe Biden continua pressionando a China

A política comercial e industrial para a China é um dos poucos pontos em comum entre os governos do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e do seu antecessor Donald Trump.

Mantendo as tarifas altas e as empresas chinesas na lista negra, Biden apresentou ao Congresso um plano de investimentos em desenvolvimento para assegurar aos Estados Unidos a liderança mundial. O texto foi aprovado nesta terça-feira pelo Senado e passa agora à Câmara dos Representantes.

- Quais são os problemas ? -

Pequim há muito vence a batalha pela indústria manufatureira - mesmo quando Biden, assim como Trump, diz que pode trazer ferramentas de produção industrial para os Estados Unidos - pelo menos quando se trata de produtos estratégicos como chips de computador ou insumos farmacêuticos.

Com seu plano "Made in China 2025" lançado há seis anos, Pequim quer dominar as tecnologias do futuro.

Democratas e republicanos temem que a China, que já saiu na frente em relação à tecnologia 5G de internet móvel ultrarrápida, coloque em risco a segurança nacional dos Estados Unidos.

A internet 5G permitirá que bilhões de dados circulem de maneira fluida simultaneamente, mas deixou a web mais exposta ao risco de roubo de segredos industriais, informações privadas ou atos maliciosos.

O governo Trump já havia alertado sobre a possibilidade de Pequim interromper as telecomunicações dos Estados Unidos.

Com os atos maliciosos que se multiplicaram nos últimos meses, esse risco está mais presente do que nunca na cabeça de democratas e republicanos.

- Lista negra -

Sob o pretexto de proteger a segurança nacional, Trump proibiu as redes de telecomunicações dos Estados Unidos de depender da tecnologia de empresas estrangeiras consideradas de risco, especialmente a gigante chinesa Huawei.

Na semana passada, Biden expandiu a lista de entidades chinesas nas quais os americanos estão proibidos de investir. Para isso, ele modificou uma ordem executiva de Trump para incluir empresas chinesas envolvidas com tecnologias de vigilância que podem ser usadas contra a minoria muçulmana de uigures e dissidentes, não apenas na China, mas também em todo o mundo.

- Tarifas alfandegárias -

Trump impôs tarifas alfandegárias punitivas sobre produtos importados da China no valor de centenas de bilhões de dólares.

A Representante americana de Comércio, Katherine Tai, não escondeu: essas tarifas são uma forma de pressionar a China.

- Usar a estratégia da China? -

A China subsidia abertamente suas empresas e investe maciçamente.

O plano americano prevê favorecer as empresas americanas, a produção local e, consequentemente, a criação de empregos.

Cerca de 52 bilhões de dólares deverão ser investidos em cinco anos para incentivar as empresas a fabricar semicondutores nos Estados Unidos e realizar pesquisas e inovações nessa área.

O plano inclui investir 1,5 bilhão de dólares para desenvolver a internet 5G.

- Relacionamento futuro com a China -

Trump havia prejudicado consideravelmente as relações diplomáticas entre as duas potências, mas suas economias permanecem altamente interconectadas.

As trocas comerciais tiveram uma certa redução devido à guerra comercial entre Washington e Pequim e devido à pandemia de covid-19.

A questão que permanece é se as duas maiores economias do mundo começarão uma verdadeira dissociação.

Dt/jul/gm/yow/am/lb