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Biden revela plano de vacinação enquanto Washington se blinda para posse

Issam AHMED
·4 minuto de leitura

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, revelou nesta sexta-feira um plano ambicioso de vacinação contra a Covid-19, enquanto avançavam em Washington os preparativos para a sua posse, visando a evitar novos episódios de violência após a invasão ao Capitólio, que deixou cinco mortos.

Mais de 380.000 pessoas morreram nos Estados Unidos como consequência da covid-19, um número que pode muito bem já ter ultrapassado 400.000 quando Biden for empossado.

E a perspectiva não é de melhora rápida, já que a variante B.1.1.7 do vírus, produto de uma mutação, deve se tornar em março a cepa dominante, segundo modelos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

O CDC relatou que a variante, que surgiu primeiro no Reino Unido e cresceu de forma exponencial lá, pode sobrecarregar hospitais já em situação difícil, exigir medidas de saúde pública mais rígidas e aumentar a porcentagem da população necessária para atingir a imunidade de rebanho.

Biden anunciou hoje que prevê um aumento dos recursos federais para os centros de vacinação comunitários, bem como o uso de clínicas móveis e a expansão da força de trabalho da saúde pública, para acelerar a imunização. Sua meta é vacinar 100 milhões de americanos em seus primeiros 100 dias no cargo, um aumento drástico no ritmo atual.

"Esse será um dos esforços operacionais mais desafiadores da história do nosso país", disse o democrata, 78, em Wilmington, Delaware. "Mas vocês têm a minha palavra: vamos dar um jeito", prometeu.

O futuro presidente democrata discursou um dia após apresentar um pacote de 1,9 trilhão de dólares de estímulo à economia, que destina 20 bilhões para a distribuição da vacina e outros 50 bilhões para a realização de testes.

"Entendemos a gravidade da situação", disse ontem Celine Gounder, especialista em doenças transmissíveis e integrante da força-tarefa de Biden para o coronavírus, durante uma transmissão ao vivo da Universidade Johns Hopkins. "Estamos lidando com cerca de 4.000 mortes de americanos por coronavírus por dia. Isso é mais do que o número de pessoas que morreram em 11 de setembro de 2001, todos os dias."

Na manhã de ontem, dados oficiais indicavam que os estados haviam recebido 30 milhões de doses, das quais 11,1 milhões já haviam sido aplicadas, bem abaixo da meta de Trump de vacinar 20 milhões de pessoas até o fim do ano passado. Biden busca reforçar o papel do governo federal na campanha de imunização, mobilizando a agência para emergências Fema e reembolsando os estados que mobilizarem sua Guarda Nacional.

O discurso de Biden ocorreu à sombra do impeachment do presidente Donald Trump, acusado de incitar uma insurreição após o violento ataque ao Capitólio em 6 de janeiro. Essa situação adiciona drama político e tem potencial para complicar a agenda do novo presidente, que assumirá o cargo em 20 de janeiro.

- Casa Branca esvaziada -

Em Washington, uma cidade agora irreconhecível e transformada em um acampamento entrincheirado após os distúrbios no Capitólio, os preparativos continuavam para a posse de Joe Biden, que se tornará o 46º presidente da história dos Estados Unidos na próxima quarta-feira. A equipe do presidente eleito divulga detalhes dia a dia. Lady Gaga, a quem Biden chama de "grande amiga", cantará o Hino Nacional durante a cerimônia.

A festa, no entanto, terá um sabor particular este ano: a "National Mall", imensa esplanada em frente ao Capitólio, será fechada ao público. Somente pessoas devidamente credenciadas poderão entrar nesta área onde, tradicionalmente, se reúnem centenas de milhares de apoiadores do presidente eleito.

Desde a tomada do Capitólio por partidários de Trump em 6 de janeiro, Washington tem estado sob vigilância pesada da polícia, com o apoio de milhares de militares. A equipe de Biden e a prefeita de Washington, Muriel Bowser, pediram aos americanos que evitassem a área do Capitólio e o centro da cidade e assistissem à cerimônia de posse de suas TVs e computadores.

Em total contraste com Donald Trump, suspenso do Twitter e agora isolado na Casa Branca, o vice-presidente Mike Pence parece cada vez mais a pessoa no comando do governo. Ontem, ele parabenizou a futura vice-presidente, Kamala Harris, por telefone, revelou uma fonte à AFP nesta sexta-feira. Foi o primeiro contato em os dois políticos desde o debate de outono, em plena campanha eleitoral.

Pence também planeja participar da cerimônia de posse, que contará com a presença dos ex-presidentes Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton. Após a cerimônia, Biden e os convidados ilustres irão ao Cemitério Nacional de Arlington para depositar uma coroa de flores no túmulo do soldado desconhecido e fazer um apelo pela união do país.

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