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Biden mira frigoríficos em plano contra a inflação nos EUA

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- O presidente dos EUA, Joe Biden, anuncia nesta segunda-feira planos para combater o poder de mercado dos conglomerados que dominam o processamento de carnes e aves, intensificando uma campanha que já dura meses e destaca práticas anticompetitivas no setor como parcialmente culpadas pela inflação de alimentos.

Biden se juntará ao secretário de Agricultura, Tom Vilsack, e ao procurador-geral, Merrick Garland, em uma reunião virtual com pecuaristas e fazendeiros para ouvir queixas sobre a consolidação no setor. Paralelamente, um portal recém-lançado permitirá que esses agentes relatem práticas comerciais desleais por parte dos frigoríficos. A Casa Branca também enfatizará iniciativas para combater o poder econômico dos frigoríficos, incluindo US$ 1 bilhão em assistência federal para auxiliar a expansão de empreendimentos independentes e novos regulamentos de concorrência que estão em análise.

O anúncio mais recente chama a atenção para a briga de Biden com o setor de carnes e ajuda a retratá-lo como um presidente disposto a enfrentar interesses comerciais poderosos quando se trata dos preços cobrados do consumidor. Muitos de seus correligionários no Partido Democrata entendem que meses de negociações em torno de um plano econômico deixaram o presidente distante das preocupações mais urgentes da população.

A inflação pulou para o topo das preocupações do público após atingir o maior nível em 40 anos. As carnes, que acumulavam alta de 16% nos 12 meses até novembro, deram a maior contribuição à inflação nos supermercados. Representantes do setor atribuem o avanço dos preços à escassez de mão de obra, à alta de preços dos combustíveis e às restrições nas cadeias de suprimentos.

Como parte de uma ordem executiva anunciada em julho para estimular a concorrência em toda a economia, Biden pediu um exame específico do setor de processamento de carnes e aves. Seu principal conselheiro econômico depois acusou os frigoríficos de aproveitar a pandemia para gerar lucros abusivos. O Departamento de Agricultura dos EUA anunciou planos em junho para estudar três novos regulamentos sobre práticas comerciais desleais nos mercados de carnes e aves. Autoridades anteciparam que as novas regras devem ser propostas no início deste ano.

O presidente nomeou críticos da consolidação corporativa a cargos importantes em seu governo, incluindo Lina Khan ao comando da Comissão Federal de Comércio (FTC) e Jonathan Kanter como procurador-geral adjunto para questões antitruste.

Quatro grandes frigoríficos controlam mais de 80% da capacidade de processamento de carne bovina dos EUA. Os níveis de concentração são semelhantes para o abatimento de suínos e aves.

Segundo um informativo distribuído pela Casa Branca a repórteres, a situação fez com que a maioria dos pecuaristas “agora tenham pouca ou nenhuma escolha de comprador para seus produtos e pouco poder de negociação”. No balanço trimestral divulgado em novembro, a Tyson Foods divulgou lucro recorde no processamento de carne bovina.

A assistência a frigoríficos independentes, que virá dos fundos de alívio da pandemia, inclui US$ 375 milhões para cobrir financiamentos e US$ 100 milhões em garantias de empréstimos por meio de bancos privados, de acordo com o informativo.

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©2022 Bloomberg L.P.

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