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Biden mira acordo com republicanos para plano de alívio da Covid

Erik Wasson
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, planeja buscar um acordo com republicanos em outra rodada de alívio da Covid-19, em vez de tentar forçar um pacote sem o apoio da oposição, segundo duas pessoas a par do assunto.

A abordagem pode resultar em um pacote inicial menor, com algumas prioridades defendidas pelo líder republicano do Senado, Mitch McConnell. A ideia é abrir mão de um processo orçamentário especial que eliminaria a necessidade de obter apoio de pelo menos 10 republicanos no Senado, dividido com 50 assentos para cada lado e sob controle democrata apenas graças ao voto da vice-presidente eleita, Kamala Harris.

A equipe de transição de Biden informou assessores de democratas do Congresso na terça-feira sobre os planos de trabalhar com o Partido Republicano e não usar a chamada reconciliação orçamentária em um pacote de estímulo inicial.

A reunião aconteceu um dia após o ex-líder democrata no Senado, Tom Daschle, instar seu partido a dar a McConnell “razões para ser cooperativo”, o que desbloquearia maiores conquistas legislativas.

Na semana passada, Biden falou sobre um pacote econômico de trilhões de dólares, mas isso poderia se materializar em etapas.

O presidente do Comitê de Assuntos Tributários da Câmara dos Deputados, Richard Neal, que tem conversado com a equipe de transição de Biden, disse em entrevista na terça-feira que gostaria de ver gastos com infraestrutura incluídos no pacote de estímulo e que estaria a bordo em um pacote de US$ 2 trilhões.

Neal também disse que deseja estudar maneiras de corrigir os sistemas estaduais de distribuição de seguro-desemprego e canalizar mais dinheiro para trabalhadores em estados com baixos benefícios.

Na terça-feira, o novo líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, disse a colegas democratas que sua prioridade depois da posse será a legislação de alívio da Covid-19. Ele destacou o aumento dos pagamentos diretos para a maioria dos americanos para US$ 2 mil em relação aos US$ 600 aprovados em dezembro, apoio extra para distribuição de vacinas e ajuda para pequenas empresas, famílias, escolas e governos estaduais e locais.

A senadora Kirsten Gillibrand, democrata de Nova York, acredita que a Lei dos Heróis aprovada pela Câmara, uma medida de US$ 2,2 trilhões de outubro - da qual parte foi incorporada ao compromisso bipartidário de US$ 900 bilhões promulgado em dezembro - seria a estrutura para um projeto de lei “atualizado” que poderia ser aprovado em poucas semanas. Ela acrescentou que licenças remuneradas podem fazer parte da conta.

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