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Biden mantém restrições a viagens de europeus apesar de apelos

·4 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Países da Europa estão cada vez mais frustrados com o governo Biden pela recusa em suspender restrições que impedem a maioria dos cidadãos do bloco de viajar para os Estados Unidos. Governos europeus se queixam de regras inconsistentes, custos econômicos e de uma estratégia desatualizada para combater o coronavírus.

Os EUA eliminaram a maior parte das restrições para controlar a pandemia dentro do país, mas as viagens internacionais permanecem restritas em meio ao aumento de casos da variante delta, que é altamente contagiosa.

Diplomatas dizem que o governo Biden não deu nenhuma indicação de quando poderia reverter as regras que proíbem viagens com origem no Espaço Schengen de 26 países, meses após a criação de um grupo de trabalho para tratar do assunto, mesmo com o avanço da campanha de vacinação e evidências científicas que sugerem pouca eficácia na proibição.

O problema certamente deve emergir na quinta-feira, quando Angela Merkel inicia o que provavelmente será sua última visita oficial a Washington como chanceler da Alemanha. Em maio, as visitas de europeus aos EUA ainda estavam 95% abaixo dos níveis pré-pandemia no mesmo mês dois anos antes, de acordo com a US Travel Association.

Um diplomata europeu, que pediu para não ser identificado, disse que a situação agora é “desesperadora” e o descontentamento está aumentando. Enquanto a Europa reduziu muitas restrições a viajantes dos EUA em junho, o governo americano não adotou medidas recíprocas, o que basicamente minou a temporada de verão. A proibição também tem complicado a vida de visitantes de negócios, estudantes e outros.

Inconsistente

De forma mais ampla, críticos argumentam que a proibição de entrada de cidadãos não americanos nos Estados Unidos dentro de 14 dias após estarem na Europa - que o ex-presidente Donald Trump impôs em março de 2020 - é inconsistente com a insistência do governo Biden em seguir a ciência.

É especialmente irritante para governos europeus e cidadãos, que ficaram entusiasmados com a abordagem “America’s Back” do presidente Joe Biden e sua insistência de que os EUA desejam trabalhar em estreita colaboração com aliados no continente, como França e Alemanha. Certamente, argumentam, o governo Biden poderia ser mais ágil em sua abordagem, em vez de simplesmente estender a proibição geral imposta por Trump.

“Em uma democracia como esta e com a aliança de democracias que Biden espera, essa aleatoriedade arbitrária da proibição de viagens e a natureza discriminatória dela, sinto que é uma mancha”, disse Celia Belin, pesquisadora visitante no Centro sobre Estados Unidos e Europa na Brookings Institution.

Lobby por meses

Companhias aéreas dos EUA também estão frustradas, já que as rotas transatlânticas tendem a ser altamente lucrativas.

“Faz alguns meses que fazemos lobby para abrir corredores entre os EUA e o Reino Unido, e a Europa e os EUA”, disse o CEO da Delta Air Lines, Ed Bastian, em entrevista na terça-feira. “Viajantes dos EUA que foram vacinados podem ir à Europa, e eles vão. É uma pena que não possamos trazer os europeus de volta ao nosso país.”

Ele disse que a companhia aérea forneceu dados ao governo federal “sobre a ciência e a segurança da abertura de viagens entre os EUA e o Reino Unido e a Europa. Não está em nossas mãos, e tudo o que podemos fazer é continuar a oferecer nossas percepções e nosso aprendizado” às agências encarregadas de tomar a decisão.

Uma autoridade europeia, que também pediu para não ser identificada discutindo deliberações privadas, disse que a retomada das viagens em ambas as direções é apoiada pela ciência diante das taxas de vacinação atuais e medidas de saúde contínuas em vigor na Europa. Os diplomatas estão confusos, porque o governo Biden não adotou uma abordagem mais ágil com políticas como rastreamento de contatos ou requisitos para vacinas.

Entre as maiores frustrações está a aparente falta de lógica por trás da proibição de viagens aos EUA. Juntamente com o Espaço Schengen, os Estados Unidos proibiram viagens com origem em países onde o coronavírus avança, como Índia e Brasil. Outros países com altas taxas de infecção não constam da lista, como México ou Indonésia.

O Departamento de Estado dos EUA classificou a questão como uma decisão da Casa Branca, que não quis comentar.

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©2021 Bloomberg L.P.

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