Mercado abrirá em 4 h 52 min
  • BOVESPA

    122.038,11
    +2.117,11 (+1,77%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.249,02
    +314,12 (+0,64%)
     
  • PETROLEO CRU

    65,27
    +0,37 (+0,57%)
     
  • OURO

    1.835,00
    +3,70 (+0,20%)
     
  • BTC-USD

    58.327,85
    +439,85 (+0,76%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.554,48
    +118,70 (+8,27%)
     
  • S&P500

    4.232,60
    +30,98 (+0,74%)
     
  • DOW JONES

    34.777,76
    +229,26 (+0,66%)
     
  • FTSE

    7.141,21
    +11,50 (+0,16%)
     
  • HANG SENG

    28.545,98
    -64,67 (-0,23%)
     
  • NIKKEI

    29.518,34
    +160,52 (+0,55%)
     
  • NASDAQ

    13.667,75
    -42,00 (-0,31%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3645
    -0,0006 (-0,01%)
     

Biden inicia negociação bipartidária para estimular plano de infraestruturas

·3 minuto de leitura
O presidente Joe Biden se reunirá com legisladores dos dois partidos para discutir o plano de infraestruturas

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu flexibilidade em uma reunião nesta segunda-feira (12) com congressistas republicanos e democratas para estimular seu plano de infraestruturas de mais de US$ 2 trilhões.

A iniciativa é uma aposta ousada para reconstruir o país e cimentar seu lugar na história como o presidente que restaurou o papel do governo central em um país que vinha apresentando grande fragmentação.

Com a reunião na Casa Branca, Biden quis mostrar que cumpre sua promessa de acabar com a divisão que transformou Washington em um constante cenário de confronto durante o mandato de Donald Trump.

Para a reunião foram convidados quatro senadores e quatro integrantes da Câmara de Representantes, metade de cada partido.

"Esta é uma reunião bipartidária", disse Biden a repórteres no Salão Oval. "Estou preparado para negociar".

Até o momento, Biden não conta o apoio de republicanos para seu gigantesco plano de gastos, que pretende injetar recursos em diversos setores: da reforma do deteriorado sistema de rodovias até a implementação da Internet de banda larga em comunidades agrícolas e melhorar o abastecimento de água para uso doméstico..

Para financiar o plano, o presidente propõe um aumento dos impostos corporativos de 21% para 28%.

O plano, que uma fonte do governo democrata chamou de "ousado investimento que acontece apenas uma vez em uma geração nos Estados Unidos", é uma aposta de vitória para um presidente que surpreendeu muitos com sua vontade de atuar de maneira grandiosa.

Inspirado em Franklin Delano Roosevelt e em seu famoso programa "New Deal" para tirar os Estados Unidos da Grande Depressão, Biden pretende transformar o país no cenário pós-covid.

- "Inação não é uma opção" -

Mais do que um pacote tradicional de infraestrutura concentrado em alvos clássicos, que incluem estradas e pontes, o presidente também quer injetar recursos em tecnologias verdes, escolas e qualquer outro aspecto da economia ampliada em uma tentativa de "dominar o futuro".

"O país não é mais líder mundial porque não estamos investindo", disse Biden na semana passada, aludindo à acirrada competição com a China.

As pesquisas mostram um amplo apoio dos eleitores à ideia, mas os membros do Congresso são contrários.

Irritados com a forma como os democratas forçaram a aprovação do pacote de estímulo à economia de US$ 1,9 trilhão em março, os republicanos alegam que o aumento do imposto corporativo vai afetar a competitividade dos Estados Unidos.

O chefe da bancada republicana no Senado, Mitch McConnel, disse na segunda-feira que "menos de 6% dessa proposta vai para estradas e pontes" e significaria "um dos maiores aumentos de impostos em uma geração".

Biden insistiu que está disposto a negociar tanto o "alcance" do projeto quanto "como o pagaremos".

A Casa Branca insiste, no entanto, em que não pode acontecer uma redução fundamental na composição do plano, rebatendo as queixas republicanas de que contém muitos projetos importantes para a esquerda, em contraposição aos objetivos reais de infraestruturas.

"Não estaremos abertos a não fazer nada. A inação simplesmente não é uma opção", disse Biden.

A Casa Branca alerta que, se os republicanos não aderirem ao plano, os democratas tentarão aprovar o gigantesco pacote sozinhos, recorrendo a um mecanismo especial de orçamento que os autoriza a usar sua estreita maioria no Congresso.

E mesmo isso, no entanto, é incerto. Os democratas precisariam dos votos de todos os seus senadores, e pelo menos um - o senador Joe Manchin da Virgínia Ocidental - afirma que é contrário à taxa de imposto de 28%.

Os republicanos acusam Biden de falar sobre bipartidarismo da boca para fora, planejando apressar o pacote de qualquer maneira.

Mas a porta-voz da Casa Branca Jen Psaki insistiu aos repórteres que Biden já demonstrou sua boa vontade.

"O tempo do presidente dos Estados Unidos não é usado ... se não quiser ouvir genuinamente as ideias dos participantes (na reunião) sobre como fazer avançar este pacote", disse ele.

sms/st/rs/yow/fp/tt/lda/ap/mvv