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Biden espera ter apoio de 'alguns republicanos' para seu plano de ajuda

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O presidente Joe Biden em reunião com senadores democratas no Salão Oval, em 3 de fevereiro de 2021

O presidente dos EUA, Joe Biden, considerou nesta quarta-feira (3) que pode contar com o apoio de "alguns republicanos" para seu plano de ajuda financeira.

O novo inquilino da Casa Branca, que apresentou um projeto de apoio à economia de 1,9 trilhão de dólares, espera chegar a um consenso político e fortalecer sua imagem de homem de diálogo.

Mas as discussões sobre a ajuda para lidar com a crise causada pela pandemia de covid-19 são intensas e a possibilidade de obter votos dos republicanos para aprovar o projeto parece estar se afastando um pouco a cada dia.

Questionado sobre a possibilidade de obter apoio da oposição republicana, Biden respondeu: "acho que teremos alguns republicanos".

Na segunda-feira, Biden se reuniu com republicanos que, temendo o aumento da dívida pública, propuseram um plano alternativo de 618 bilhões de dólares, que exclui a ajuda aos governos estaduais e locais e dá menos assistência à população.

Mas Biden, que assumiu o cargo pedindo unidade em um país profundamente dividido, disse que não estava disposto a reduzir a quantidade de cheques aos americanos.

"As pessoas precisam disso e, francamente, foi feita uma promessa", disse Biden em uma videoconferência com os democratas da Câmara e cuja gravação foi transmitida pela CNN.

"Não vou começar meu governo quebrando uma promessa ao povo americano", acrescentou.

O líder democrata do Senado, Chuck Schumer, falou na terça-feira sobre a proposta republicana e que, com uma quantia tão pequena, o país ficaria preso na crise da covid por anos.

"Queremos um acordo com as duas partes, mas devemos ser fortes" para levar adiante o plano presidencial, disse Schumer nesta quarta-feira.

Nesse contexto, os democratas podem decidir seguir em frente por conta própria.

Na terça-feira, os democratas votaram no Senado a possibilidade de aprovação do projeto por maioria simples, e não pelos 60 votos em 100 exigidos pelo procedimento usual.

Isso permitiria uma saída rápida, com 50 senadores democratas, já que em caso de empate, a vice-presidente Kamala Harris decidiria com seu voto.

Como prova de que esta primeira briga política da era Biden é sobretudo uma batalha de comunicação, Ron Klain, chefe do gabinete de Biden, insiste dia após dia em que o plano proposto conta com o apoio da maioria dos americanos.

"Quase sete em cada dez americanos apoiam o plano Biden", tuitou nesta quarta-feira, citando uma pesquisa da Universidade de Quinnipiac.

Após a rápida adoção de um gigantesco plano de apoio por ambos os partidos no final de março, as autoridades eleitas conseguiram chegar a um acordo sobre um novo pacote de ajuda apenas em dezembro. O então presidente Donald Trump levou uma semana para ratificar o texto.

O atraso custou 17,6 bilhões de dólares aos desempregados, que viram sua ajuda cortada por várias semanas, de acordo com um estudo publicado na terça-feira pelo grupo The Century Foundation.

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