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Biden enfrenta críticas em relação ao preço do petróleo

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A disparada do preço do petróleo não tem isentado de culpa os principais governantes mundiais, mesmo diante de fatores externos às políticas nacionais.

Aqui no Brasil, Bolsonaro tem sido o principal culpado por permitir a manutenção da política de preços da Petrobras. 

Já nos EUA, o presidente Joe Biden tem enfrentado críticas em relação às ações passadas.

A primeira é que, apesar dos efeitos externos, a decisão de cortar a produção nacional de petróleo em 3 milhões de barris por dia no verão passado contribuiu para fortalecer a pressão sobre a commodity.

Essa política de energia gerou falta de abastecimento nos Estados Unidos, obrigando o país a importar mais petróleo do que nos anos anteriores.

Outra crítica mencionada é sobre a dificuldade de Biden em influenciar as decisões da OPEP+. 

A lista de possíveis incentivos e retaliações para pressionar o cartel a elevar a produção vai desde o aumento de fornecimento a partir da liberação de reserva estratégica, até mesmo a ameaça de imposição de embargos contra os países, embora esta seja considerada uma alternativa mais radical.

EUA pode usar Reserva Estratégica

Em reunião por videoconferência, membros da OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) decidiram por não alterar os planos de expansão de fornecimento de petróleo.

A decisão do grupo foi de reiterar os planos de aumentar a produção nos meses seguintes em 400 mil barris por dia.

Dois dias antes da reunião, o presidente dos EUA acusou o grupo de agir para manter os preços elevados.

“Se você der uma olhada nos preços do gás e nos preços do petróleo, isso é uma consequência da recusa da Rússia ou das nações da OPEP em bombear mais petróleo”, afirmou Biden. 

Em resposta à última decisão dos membros da OPEP+, a secretária de Energia dos EUA, Jennifer Granholm, disse que o governo está considerando uma liberação da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR) como uma possível medida para reduzir os preços da gasolina nos Estados Unidos.

“O SPR certamente está na mesa como uma opção. O presidente terá mais a dizer sobre isso”, disse a secretária em entrevista ao site Bloomberg.

“O governo Biden está muito preocupado com o preço na bomba”, acrescentou Granholm.

O SPR é o maior suprimento mundial de petróleo bruto de emergência e atualmente detém cerca de 600 milhões de barris de petróleo bruto.

This article was originally posted on FX Empire

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