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Biden e sua equipe já gerenciam contas da Presidência dos EUA no Twitter

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Logo do Twitter em telefone celular

As contas oficiais do presidente americano Joe Biden, da vice-presidente Kamala Harris e de seus respectivos cônjuges no Twitter foram ativadas nesta quarta-feira (20), após quatro anos marcados pelos tuítes diários de Donald Trump, atualmente banido da rede. 

"A conta @PresElectBiden se tornou @POTUS [acrônimo para presidente dos Estados Unidos] e a conta @SenKamalaHarris se tornou @VP", disse um porta-voz da plataforma. 

"Pronta para servir", tuitou a primeira vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, minutos depois de prestar juramento em Washington. 

Jill Biden, esposa do novo chefe de estado, assumiu a conta @FLOTUS (primeira-dama dos Estados Unidos) e uma conta foi criada para Douglas Emhoff, marido de Kamala Harris: @SecondGentleman.

"Não há tempo a perder nas crises que enfrentamos", disse Biden em seu primeiro tuíte presidencial. 

Atualmente 1,6 milhão de usuários o seguem, um número modesto em comparação aos 88 milhões de assinantes que Trump tinha em sua conta pessoal antes de ser suspenso e removido permanentemente do Twitter. 

A rede era a principal ferramenta de comunicação do bilionário republicano, que a usava para fazer anúncios políticos, mas também para atacar seus oponentes e até insultá-los. 

Seu papel em invadir o Capitólio durante a sessão de certificação de vitória de Joe Biden em 6 de janeiro foi a gota d'água para as grandes plataformas. 

Nos dias que se seguiram, Facebook, Snapchat, Twitch e Twitter suspenderam os perfis de Trump indefinidamente.

Quando ele tentou responder através da conta oficial do @POTUS aos "75 milhões de patriotas" que votaram nele, suas mensagens foram imediatamente apagadas da rede social. 

"Usar outra conta para evitar a suspensão é contra nossas regras", disse um porta-voz do Twitter. 

No entanto, a decisão da empresa gerou enorme polêmica porque reflete a onipotência dos gigantes da tecnologia, que, na prática, decidiram colocar um chefe de estado no ostracismo nas redes. 

O diretor do Twitter, Jack Dorsey, considerou que a medida abriu um "precedente" que ele descreveu como "perigoso": "o poder que um indivíduo ou uma corporação tem sobre parte do diálogo público global".

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