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Biden define como 'prioridade' reverter tendência inflacionária dos EUA

·2 min de leitura
Os opositores aos planos de gastos do presidente Joe Biden citaram o aumento da inflação para argumentar que eles superestimulariam a economia americana (AFP/MANDEL NGAN)

O presidente Joe Biden disse nesta quarta-feira (10) que será "uma prioridade" reverter a tendência inflacionária que em outubro elevou os preços ao consumidor ao máximo em 30 anos nos Estados Unidos.

"A inflação prejudica o bolso dos americanos e reverter essa tendência é uma prioridade para mim", afirmou Biden depois que dados do governo revelaram que os preços subiram consideravelmente, chegando a 6,2% nos últimos 12 meses até outubro.

Os preços cresceram ao longo deste ano, à medida que as vacinas contra a covid-19 permitiram que a economia dos EUA se recuperasse da recessão do ano passado, dando aos opositores de Biden um argumento contra os projetos de lei de gastos vitais para o seu governo.

O fechamento de fábricas por conta da pandemia, o congestionamento dos portos devido às dificuldades dos caminhoneiros e a alta demanda por produtos importados aumentaram consideravelmente os custos de venda de alimentos, móveis, automóveis e combustível, entre uma miríade de produtos.

Esses custos foram em parte repassados aos consumidores, semeando preocupação e descontentamento, o que por sua vez fez cair a confiança em Biden para 43%, de acordo com o site de pesquisas FiveThirtyEight.

O aumento de preços de 6,2% em 12 meses registrado em outubro superou os 5,4% em setembro e é a alta mais forte desde o final de novembro de 1990, indicou o Departamento do Trabalho ao anunciar os dados.

Em outubro, o aumento de preços foi de 0,9% contra 0,4% em setembro, ultrapassando os 0,6% esperados pelos analistas.

Tanto o governo Biden quanto a Reserva Federal (Fed, o banco central) vêm alegando há meses que a alta dos preços é "temporária". Essa opinião é compartilhada por muitos economistas e alguns até apontam que a pressão sobre os preços pode se estender até o final de 2022.

"A ameaça de uma inflação recorde para o povo americano não é 'transitória' e, pelo contrário, está piorando", declarou o senador democrata Joe Manchin.

“Do supermercado ao posto de gasolina, os americanos sabem que a inflação é real e (Washington) DC não podem mais ignorar a dor econômica que os americanos sentem todos os dias”, acrescentou.

Membros republicanos do Comitê de Comércio e Energia da Câmara dos Representantes disseram que os Estados Unidos enfrentam uma "Bidenflação".

"Gastar bilhões a mais em impostos e gastos só vai piorar a crise que os americanos enfrentam", tuitaram.

A elevação de preços de outubro foi generalizada em todos os setores, e é particularmente acentuada para os de energia, habitação, alimentação e automotivo, segundo o Departamento do Trabalho.

Biden viaja para Baltimore nesta quarta-feira para promover os benefícios da lei de infraestrutura, em um momento em que tem baixos índices de aprovação, levantando temores de que o Partido Democrata perca sua frágil maioria no Congresso nas eleições de meio de mandato do próximo ano.

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