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Biden diz que EUA "estão prontos para liderar" novamente e promete trabalhar com aliados

Por Trevor Hunnicutt e Humeyra Pamuk
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Por Trevor Hunnicutt e Humeyra Pamuk

WILMINGTON, Estados Unidos (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta terça-feira que os Estados Unidos estarão "prontos para liderar" novamente no cenário global, virando a página nas políticas unilateralistas do atual presidente, Donald Trump, conforme prometeu trabalhar em conjunto com os aliados de Washington.

Ao apresentar os nomes de sua equipe diplomática e de segurança nacional, Biden indicou que pretende afastar os Estados Unidos do nacionalismo e das políticas da "América em Primeiro Lugar" introduzidas por Trump.

O republicano aborreceu muitos dos aliados dos Estados Unidos na Europa e em outros continentes, sendo um antagonista da aliança da Otan e nas relações comerciais, abandonando acordos internacionais e estabelecendo relações próximas com líderes autoritários.

Biden disse que Antony Blinken, seu escolhido para secretário de Estado, restaurará o moral e a confiança no Departamento de Estado, responsável pelas relações diplomáticas do país.

A equipe compartilha sua crença central "de que a América é mais forte quando trabalha com seus aliados", disse Biden.

"É uma equipe que reflete o fato de que a América está de volta, pronta para liderar o mundo, não se retirar dele", disse ele em uma entrevista coletiva em Wilmington, Delaware.

O presidente eleito disse que, nas conversas com líderes mundiais, ficou impressionado "com o quanto eles anseiam que os Estados Unidos reafirmem seu papel histórico de líder global no Pacífico, assim como no Atlântico, em todo o mundo".

O mundo mudou bastante desde que os democratas ocuparam a Casa Branca, há quatro anos atrás. A China está em ascensão e encorajada, a Rússia busca confirmar ainda mais sua influência, e a influência dos EUA diminuiu desde que país se retirou de vários acordos internacionais, além da autoridade moral norte-americana estar abalada por conta de turbulências domésticas.

A equipe de Biden também inclui Jake Sullivan como conselheiro de Segurança Nacional e Linda Thomas-Greenfield como embaixadora na Organização das Nações Unidas (ONU), Alejandro Mayorkas como Secretário de Segurança Nacional e John Kerry como enviado para questões relacionadas ao clima.

A política externa norte-americana sob o futuro governo de Biden deve se destinar a uma abordagem mais multilateral e diplomática para restaurar as relações de Washington com aliados dos EUA e para tomar novos caminhos em questões como as mudanças climáticas.

(Reportagem de Trevor Hunnicutt, David Morgan, Patricia Zengerle, Humeyra Pamuk; Reportagem adicional de David Brunnstrom, Doina Chiacu, Lisa Lambert, Karen Freifeld, Noeleen Walder e Tom Hals)