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Biden busca apoio de UE para endurecer termos de troca com China

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e líderes da União Europeia darão um grande passo na próxima semana para restaurar as relações fragmentadas e iniciarão o processo para uma aliança que mantenha a China no radar.

Durante a cúpula EUA-UE, os líderes se comprometerão a trabalhar para reformar a Organização Mundial do Comércio e eliminar ações injustas de países que buscam tirar vantagem das regras atuais, segundo cópia da minuta de conclusões vista pela Bloomberg antes da reunião de 15 de junho.

Críticos dizem que, ao longo das duas décadas desde que aderiu à OMC, a China explorou as regras da organização de Genebra para distribuir até US$ 500 bilhões em subsídios para criar empresas dominantes em setores como robótica, aeronaves e carros elétricos. Segundo relatório de 2020 dos EUA, os planos industriais do governo de Pequim “provavelmente resultarão em excesso de oferta, levando à perda de empregos e produção” para empresas ocidentais.

EUA e UE pretendem “atualizar o livro de regras da OMC com disciplinas mais eficazes sobre subsídios industriais, comportamento injusto de estatais e outras práticas de distorção de mercado e comércio”, de acordo com a minuta, que ainda está sujeita a alterações. Também se comprometerão a enfrentar a “coerção econômica” na China.

Uma reforma em grande escala das regulamentações da OMC para limitar o regime de subsídios industriais da China poderia representar o passo mais significativo para reescrever as regras de comércio internacional desde que o país asiático ingressou no órgão, e também marcaria uma nova era para o sistema de comércio global. Mas o primeiro passo dado pelos EUA e UE será eliminar tarifas equivalentes a US$ 18 bilhões em comércio transatlântico.

Na próxima semana, os aliados se comprometerão a alcançar um acordo bilateral sobre subsídios ilegais fornecidos à Boeing e Airbus antes de 11 de julho. A disputa resultou em tarifas dos EUA contra US$ 7,5 bilhões de exportações anuais da UE, enquanto o bloco retaliou com impostos sobre US$ 4 bilhões em produtos americanos.

Autoridades em Bruxelas e Washington reconhecem que a fabricante aeroespacial apoiada pelo estado chinês, a Commercial Aircraft Corp. of China, ou Comac, poderia tomar o lugar do duopólio de aeronaves civis Airbus-Boeing. É por isso que um novo acordo bilateral para substituir o extinto pacto de grandes aeronaves civis de 1992 entre EUA e UE marcaria um passo em direção ao desenvolvimento de novas regras internacionais para enfraquecer as ambições aeroespaciais do governo chinês.

O diretor-presidente da Airbus, Guillaume Faury, disse este mês que a China pode se tornar uma rival legítima na fabricação global de aviões até o final da década, o que pode impedir que as duas empresas ocidentais forneçam aeronaves às aéreas estatais da China.

Batalha do aço

EUA e UE também se comprometerão a chegar a um acordo sobre ajuda estatal para setores industriais como aço e alumínio em troca da retirada permanente de tarifas sobre US$ 6,8 bilhões em metais europeus e produtos americanos icônicos, como as motocicletas Harley-Davidson, jeans Levi Strauss e uísque bourbon.

Em conjunto, esses próximos acordos poderiam ajudar a solidificar um realinhamento transatlântico no comércio, o que poderia preparar terreno para um acordo mais amplo do G7 para reforçar as regulamentações sobre subsídios industriais e coibir ações de estatais que distorcem o comércio.

“Temos que reduzir as disputas comerciais entre UE e EUA”, disse o comissário de Comércio da UE, Valdis Dombrovskis, a parlamentares em Bruxelas na quarta-feira. “Queremos fazer progressos decisivos para resolver nossas disputas bilaterais sobre aeronaves” e a questão do aço e alumínio.

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©2021 Bloomberg L.P.