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Biden aponta fim de aliança antiaborto com Brasil e defende que tema volte à agenda global

Redação Notícias
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WASHINGTON, DC - JANUARY 20: Joe Biden at his desk in the Oval Office of the White House. Earlier in the day he was sworn In as 46th President of the United States on January 20, 2021 in Washington, DC. (Photo by Jabin Botsford/The Washington Post via Getty Images)
Joe Biden em sua mesa no Salão Oval da Casa Branca. (Foto: abin Botsford/The Washington Post via Getty Images)

O governo do presidente dos Estados Unidos Joe Biden sinalizou na Organização Mundial da Saúde (OMS), nesta quinta-feira (20), que dará fim a aliança antiaborto com o Brasil.

O conselheiro médico do governo, Anthony Fauci, anunciou que a Casa Branca passará a defender maior acesso à saúde para mulheres e defendeu que temas como saúde reprodutiva e direitos sexuais voltem para programas e resoluções internacionais.

"Será nossa política apoiar a saúde sexual e reprodutiva de mulheres e meninas e os direitos reprodutivos nos Estados Unidos, assim como a nível global. Para isso, o presidente Biden revogará a Política da Cidade do México nos próximos dias, como parte de seu compromisso mais amplo de proteger a saúde das mulheres e promover a igualdade de gênero em casa e no mundo inteiro", disse o representante americano.

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De acordo com o UOL, a ação foi interpretada por diplomatas como uma quebra dos projetos do ex-presidente Donald Trump que estabelecia agendas ultraconservadoras contra entidades que queriam debater os temas.

BRASIL ALIADO COM TRUMP

No Brasil, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e o ministro das Relações Internacionais, Ernesto Araújo, eram aliados com os ideais de extrema-direita liderados por Trump.

Isso porque, eles representavam o Brasil em um grupo formado por 30 países que entendiam que discutir os temas em agendas de saúde das mulheres significava abrir uma brecha para legitimar o aborto.

"Nós sempre nos posicionamos para que não haja, em textos de organismos internacionais, algum tipo de direito universal como método anticonceptivo, anti-concepção ou método de controle de natalidade", disse o ministro Araújo em uma audiência no Senado em setembro de 2020.

Na época, ele afirmou que um dos objetivos do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), seria de evitar que haja qualquer tipo de imposição por parte das entidades internacionais sobre qual rumo deve ser tomado no Brasil quando o debate é o aborto.

Agora, no entanto, o governo de Biden sinaliza que a nova orientação será diferente.