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BID anuncia US$ 20 milhões em capital semente para fundo de desenvolvimento da Amazônia

·2 minuto de leitura
(Arquivo) Vista aérea de incêndio em floresta amazônica em Oiapoque, Amapá

O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Mauricio Claver-Carone, anunciou nesta quinta-feira (18) que o órgão vai destinar 20 milhões de dólares de capital inicial para um fundo para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, durante a assembleia anual da instituição na Colômbia.

"Hoje tenho o prazer de anunciar que o BID está disposto a comprometer 20 milhões de dólares de capital ordinário do banco como um capital semente para esta iniciativa", disse o chefe do BID na cidade de Barranquilla (norte).

Segundo Claver-Carone, o BID vai focar na "bioeconomia", com "novos modelos de agricultura e pecuária sustentável já que os atuais fomentam o desmatamento".

O presidente Jair Bolsonaro, presente por vídeoconferência, aplaudiu a decisão do BID e pediu "eficácia" em sua execução.

"Com poucos recursos internacionais disponíveis para os países em desenvolvimento, precisamos garantir que os projetos financiados pelo fundo gerem resultados positivos e concretos sem atrasos, desperdícios ou desvios de verba", disse ele.

A 61ª assembleia de governadores do BID estava inicialmente prevista para março de 2020, mas foi adiada duas vezes pela pandemia. Desde quarta-feira e até domingo, a Colômbia recebe os 48 países membros que se reúnem de maneira semi-virtual e sem acesso à imprensa.

Segundo o Fundo Mundial para a Natureza, a América Latina foi a região mais castigada pelo desmatamento na última década devido à expansão da agricultura e da pecuária, à construção de estradas, atividade de mineração e aos incêndios florestais.

Somente em 2020 a floresta amazônica brasileira perdeu 8.426 km2 por causa do desmatamento, 8% a menos que no ano anterior. No entanto, esse número preocupa os especialistas, que questionam a política ambiental de Bolsonaro.

"Tudo o que fizermos pela Amazônia precisa estar enquadrado nos efeitos da mudança climática", destacou o presidente da Colômbia, Iván Duque.

Com uma extensão menor que o Brasil, o desmatamento na Colômbia destruiu 1.590 km2 de florestas, 62% delas na Amazônia, segundo dados de 2019.

A bacia do Amazonas, que abriga a maior floresta tropical do mundo, se estende por 7,4 milhões de km2 e ocupa quase 40% da superfície da América do Sul, no território de nove países: Brasil, Bolívia, Peru , Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana francesa.

lv/mr/aa