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Biblioteca do ouro tem amostras do Brasil e de outros países da América do Sul

Biblioteca do ouro da PF tem amostras do minério do Brasil e de outros países da América do Sul. Foto: Getty Images.
Biblioteca do ouro da PF tem amostras do minério do Brasil e de outros países da América do Sul. Foto: Getty Images.
  • Desde 2019, a Polícia Federal apreendeu cerca de 733 kg de ouro;

  • A Polícia Federal criou a 'Ouroteca' para reunir diversas tipos de ouro existentes no Brasil e em outros países da América do Sul.

  • Programa desenvolve técnicas que permitam rastreamento de ouro por meio de marcadores químicos.

Desde o começo do Programa Ouro Alvo, em 2019, até junho deste ano, a Polícia Federal apreendeu cerca de 733 kg de ouro em operações realizadas no Brasil para combater o garimpo e a extração ilegal do minério, sobretudo no norte do Mato Grosso e no Pará.

O programa, que visa desenvolver técnicas que ajudem no rastreamento de ouro, por meio de marcadores químicos, teve as operações iniciadas nos garimpos clandestinos em áreas de preservação e terras indígenas. Esse processo levou a polícia à apreensão de minério ilegal e também à descoberta de seu local de origem.

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Com tamanha diversidade de amostras, a Diretoria Técnico-Científica da Polícia Federal em Brasília resolveu criar a ‘Ouroteca’.

O objetivo dessa biblioteca é reunir as diversas variedades de ouro que existem no Brasil e em outras regiões da América do Sul.

Desse modo, a ‘Ouroteca’ permite que policiais possam rastrear a origem do ouro extraído, assim como consigam prevenir a retirada ilegal do minério e contribuir com investigações.

O processo de mapeamento do local de onde foi extraído o ouro é feito com o uso de reagentes, microscópios e também um equipamento de raio-x, que permite a visualização dos grãos e a composição dos minerais da liga, mesmo que já tenha sido purificada ou fundida em barra.

“Dependendo do formato do ouro, nós conseguimos saber se ele veio do fundo de um rio, se foi retirado de um barranco ou, até mesmo, se veio de uma joia reciclada”, diz o perito Criminal Federal e Coordenador do Programa Ouro Alvo, Ricardo Alves.