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Bethesda anuncia retirada de seus jogos do catálogo do Geforce Now

Rafael Rodrigues da Silva

Neste mês de fevereiro a Nvidia finalmente lançou de forma oficial o GeForce Now, seu serviço de streaming de jogos a partir da nuvem, mas o lançamento tem sido mais complicado do que a empresa esperava: pouco depois de perder o direito de rodar jogos da Activision Blizzard, o GeForce Now perdeu na última sexta (21) a permissão para rodar jogos da Bethesda.

Isso quer dizer que os assinantes do serviço não poderão rodar jogos de franquias como Fallout, The Elder Scrolls, Doom e Wolfenstein. O único jogo da empresa que poderá continuar a ser acessado através do serviço é Wolfenstein: Youngblood, mas nem a Bethesda nem a Nvidia explicaram o porquê desta única exceção.

A grande vantagem do GeForce Now em relação a outros serviços do gênero (como o Stadia do Google) é que não é necessário comprar os jogos diretamente na plataforma, pois ela permite rodar jogos comprados na Steam, por exemplo. Por isso, essas notícias de empresas tirando seus jogos da plataforma são um enorme baque para a Nvidia, já que boa parte da força do serviço se perde no momento que os jogadores não podem acessar no GeForce Now seus games favoritos comprados na Steam.

E é justamente esse diferencial que parece estar criando problemas com as grandes desenvolvedoras/publicadoras de games. No caso da Activision Blizzard, esse foi claramente o motivo, já que todo o catálogo da empresa (que inclui franquias como Call of Duty e Warcraft) estava disponível para o serviço durante a fase beta (quando ele era gratuito), mas, a partir do momento que foi aberto para o público e passou a cobrar a mensalidade de US$ 5, a empresa não se sentiu confortável e não viu nenhuma garantia de também lucrar com ele, já que as pessoas que já possuem seus jogos em outras plataformas não precisariam comprá-los novamente por lá.

Por enquanto, ainda não há nenhuma confirmação de que o motivo da retirada dos jogos da Bethesda do catálogo tenha sido o mesmo, mas o fato de justamente Wolfenstein: Youngblood ser o único a continuar pode indicar que o problema aqui seja, sim, uma disputa pelos direitos de reprodução. Isso porque Youngblood foi um jogo desenvolvido com uma estreita parceria entre a Bethesda e a Nvidia por conta do uso da tecnologia ray tracing, e a manutenção dele no catálogo pode indicar que ainda não foi decidido se este é um jogo que pertence a “ambas” as empresas ou apenas à Bethesda.

Em uma mensagem publicada no blog da empresa na quinta-feira (20), a Nvidia afirma que esse tipo de impasse pode continuar acontecendo, já que as desenvolvedoras e publicadoras possuem todo o controle sobre os jogos e cabe a elas decidir se querem ou não que seus games sejam acessados pelos usuários do GeForce Now sem a necessidade de uma nova compra, mas que a Nvidia está se esforçando para garantir a melhor experiência aos usuários com os jogos que continuam disponíveis.

Fonte: Canaltech

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