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Betelgeuse é menor e mais próxima do que se pensava, mas não explodirá tão cedo

Daniele Cavalcante
·3 minutos de leitura

A Betelgeuse, uma das estrelas mais brilhantes do céu noturno, chamou a atenção dos cientistas ao apresentar uma diminuição de brilho no final de 2019. Esse comportamento poderia significar que a estrela estava avançando para os estágios finais de sua evolução e poderia explodir em uma supernova. Isso não aconteceu, e agora um novo estudo sugere que a estrela ainda tem pelo menos 100.000 anos de vida pela frente.

Há muita expectativa para que uma estrela próxima se torne uma supernova, pois este é um evento relativamente raro. Estrelas podem brilhar por bilhões de anos antes de entrar nos processos de degeneração (perda das qualidades de uma estrela), e nossa estadia na Terra é bastante curta se comparada ao tempo cósmico. Presenciar uma supernova nascer desde o início seria uma oportunidade única para os cientistas saberem mais sobre nosso universo.

Por isso esperava-se que a Betelgeuse explodisse em supernova, mas no início de 2020 as análises acabaram com as esperanças dos astrônomos ao revelar que a estrela já estava recuperando seu brilho e que o comportamento estranho foi culpa de uma nuvem de poeira. Em agosto de 2020, algo diferente aconteceu por lá novamente, mas dessa vez os cientistas concluíram que estavam detectando a própria pulsação natural da estrela.

Agora, um novo estudo sugere que algumas coisas que sabíamos sobre ela estava errado: a estrela é menor e está mais perto de nós do que se calculava anteriormente. A pesquisa também aponta que ela ainda tem muito combustível para queimar antes de entrar na fase final de sua vida.

Conceito artístico mostrando o curso da erupção de poeira da Betelgeuse, que causou a aparente diminuição de brilho da estrela (Imagem: NASA/ESA/E. Wheatley(STScI))
Conceito artístico mostrando o curso da erupção de poeira da Betelgeuse, que causou a aparente diminuição de brilho da estrela (Imagem: NASA/ESA/E. Wheatley(STScI))

O estudo foi liderado pela Dra. Meridith Joyce, da The Australian National University (ANU) e publicado no Astrophysical Journal. A equipe usou modelagem hidrodinâmica e sísmica para entender a física que conduziu as pulsações que causaram a diminuição do brilho da estrela e descobrir em que fase de sua evolução a Betelgeuse se encontra. Assim, eles descobriram que a pulsação foi causada por “ondas de pressão — essencialmente, ondas sonoras”. Eles também constataram que a estrela “está queimando hélio em seu núcleo no momento, o que significa que não está nem perto de explodir”, explicou Joyce.

Outro aspecto analisado pelo estudo foi a distância da estrela, o que foi melhor determinado assim que a equipe conseguiu calcular melhor o tamanho dela. O Dr. László Molnár, do Observatório Konkoly em Budapeste, explicou que o tamanho físico da Betelgeuse era um tanto misterioso até o momento, com alguns estudos sugerindo que ela seria maior do que a órbita de Júpiter. “Nossos resultados dizem que Betelgeuse se estende apenas a dois terços disso, com um raio de 750 vezes o raio do Sol”, afirmou Molnár.

Com o tamanho em mãos, a equipe foi capaz de medir a distância com mais facilidade, e concluíram que a Betelgeuse “está a apenas 530 anos-luz de nós — 25% mais perto do que se pensava”. Ainda assim, é longe o suficiente para que uma eventual explosão não afete nosso planeta.

Se estes resultados estiverem corretos — e provavelmente novas pesquisas serão feitas para confirmar isso —, o estudo terá um impacto bastante positivo. Obter distância da Betelgeuse é algo muito difícil e conseguir fazer isso corretamente é algo impressionante. O problema com essa estrela é que seu brilho é muito intenso para que observatórios como o Gaia, da ESA, possa observar, e outros métodos resultam em valores diferentes. Mas o resultado de 530 anos-luz é consistente com as medições antigas do satélite Hipparcos, por exemplo.

Isso não significa necessariamente que o estudo está correto. Os cientistas não são unânimes em muitos assuntos, e este é um deles. Até mesmo os métodos utilizados para um estudo podem ser controversos, e debates sobre o novo trabalho devem ocorrer. Isso é bom, pois quanto mais o tema for alvo de interesse e debate científico, mais chances temos de chegar a resultados mais conclusivos.

Fonte: Canaltech

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