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Beluga ST: conhecemos o icônico avião de cargas de perto; veja como ele é

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A movimentação em torno do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, nesta segunda-feira (25) para ver de perto o Beluga ST, avião cargueiro da Airbus que pela primeira vez tocou o solo brasileiro, foi grande. Quase tão grande quanto o popular “avião baleia”, carinhosamente apelidado de Beluga por sua semelhança com a baleia branca.

A reportagem do Canaltech marcou presença no Hangar da Azul, local escolhido para hospedar o cargueiro da Airbus até esta terça-feira (26), quando ele fará o caminho de volta para Fortaleza, depois Dakar, no Senegal, e, finalmente, Toulouse, na França.

Tivemos a oportunidade de conferir de perto a magnitude da aeronave, que tem capacidade de carregar um volume de carga superior a do Antonov 225, destruído na guerra entre Rússia e Ucrânia (1.500 m³ contra 1.000 m³).

Avião baleia da Airbus é "batizado" por caminhões-pipa do Corpo de Bombeiros por estar pela primeira vez no aeroporto (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)
Avião baleia da Airbus é "batizado" por caminhões-pipa do Corpo de Bombeiros por estar pela primeira vez no aeroporto (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

Apesar de a imprensa não ter conseguido chegar tão próximo quanto gostaria do Beluga, e de o acesso ao interior da aeronave também ter sido negado (por questões de segurança e por determinação da Receita Federal), a visita ao Aeroporto de Viracopos para testemunhar o evento histórico, com direito à cerimônia de "batismo" da aeronave, valeu a pena.

Como é o Beluga ST?

A diferença estrutural do Beluga ST em relação às demais aeronaves da Azul estacionadas próximas ao hangar da companhia aérea que cedeu o espaço para o evento impressionava. Afinal, seus 56,16 metros de comprimento, 17,25 metros de altura e 44,84 metros de envergadura não passam despercebidos em nenhum lugar.

O avião baleia tem a capacidade de transportar até 40 toneladas de carga e um volume total de 1.500 m³. Trata-se de um avião bimotor (GE CF6-80C2A8) com excepcional eficiência, capaz de atingir até 780 km/h de velocidade máxima em voo e percorrer distâncias de até 1,6 mil quilômetros com um tanque.

O formato também rende ao simpático e enorme avião outros apelidos inusitados, como “cabeção” ou “Megamente”, em alusão ao desenho que fez sucesso nos cinemas e nas TVs em um passado não tão distante assim.

Beluga ST e, no alto, avião da Azul decolando: diferença descomunal (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)
Beluga ST e, no alto, avião da Azul decolando: diferença descomunal (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

O Beluga ST está em operação desde 1994, mas apenas no início deste ano passou a ter liberação para atuar no transporte de cargas comerciais. Os 5 STs da Airbus em breve serão substituídos por outros ainda mais imponentes, chamados XL, derivados do A33–200, e que provavelmente serão conhecidos como “novos Belugas”.

Até breve, Beluga?

O objetivo da viagem inédita ao Brasil foi o de transportar um helicóptero de luxo, cujo proprietário até conversou com a reportagem do Canaltech, mas pediu para que tanto seu nome quanto o de sua empresa fossem mantidos em sigilo.

Gilberto Peralta, presidente da Airbus, também falou com a reportagem e esclareceu que, apesar de esta ter sido a primeira vez que o Beluga veio ao Brasil após quase 30 anos em operação, pode ser que não seja a última.

“Não veio antes porque não houve oportunidade. Esse avião não fazia transporte de cargas comerciais.Antes eram usados apenas internamente, entre Inglaterra, Espanha, França e Alemanha”, explicou.

Segundo o executivo, pode ser que a festa registrada tanto em Fortaleza quanto em Campinas nestes dois dias se repita antes que o Beluga ST dê lugar ao XL.

“Depende da disponibilidade comercial. Eu acredito que sim. Agora que esteve aqui, abre caminho para mais negócios. Para quem gosta de avião, ele chama a atenção. É o que transporta maior volume de carga atualmente no mundo. Um bimotor que atende muito bem a demanda”.

Fonte: Canaltech

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