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'A beleza da democracia é que precisamos trabalhar juntos', diz Campos Neto sobre eleição polarizada

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 01.10.2020 - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 01.10.2020 - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta quinta-feira (3) que a instituição está pronta para trabalhar com o próximo governo e cumprir o seu papel no combate à inflação e na promoção do crescimento.

A declaração foi feita durante a Conferência Bancária Internacional do Santander, realizada em Madri. Campos Neto participação do painel "Caminhos para o crescimento em uma economia em mudança",

Interpelado sobre as eleições no Brasil, Campos Neto destacou que geralmente bancos centrais não tratam de política, mas afirmou que a eleição de fato fora polarizada, com um resultado praticamente meio a meio.

Luiz Inácio Lula da Silva venceu as eleições com 50,90% dos votos válidos, contra 49,10% de Jair Bolsonaro (PL) e desde o início da semana foram vários os protestos de apoiadores do presidente questionando o resultado.

"Muita gente está infeliz, mas a beleza da democracia é que agora a gente precisa trabalhar juntos", afirmou Campos Neto. "Temos um Banco Central independente e estamos prontos para trabalhar com o próximo governo da melhor maneira possível."

Ele reforçou ainda que havia muito o que fazer na economia e que o país precisava trabalhar junto.

"Temos uma luta importante contra a inflação", afirmou. "Precisamos encontrar um caminho para o país crescer de forma sustentável e o mais importante para essas coisas para nós, agora, é continuar a agenda de digitalização.

Ao tratar do tema inflação, o presidente do Banco Central destacou que no Brasil houve discussões sobre intervenção de preços na Petrobras, mas destacou que esse não é o melhor caminho, apesar de vários países ao redor do mundo terem feito interferências.

"Eu olho e fico preocupado porque a primeira reação dos governos quando os preços sobrem é tentar controlar os preços, mas os governos precisam entender que a solução para alta dos preços preços esta nos mercados."