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Beckenbauer e outros dois dirigentes escapam de investigação da Fifa por suborno

O Globo
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O ídolo do futebol alemão e ex-membro do comitê-executivo da Fifa Franz Beckenbauer foi um dos três dirigentes que tiveram investigação por suborno encerrada nesta quinta-feira pela entidade. O caso, relativo à Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, prescreveu.

O comitê de ética da entidade investigava, desde 2016, supostos pagamentos envolvendo os executivos organizadores do mundial, a Fifa e o executivo de futebol qatai Mohamed bin Hammam. Nesse escopo, Beckebauer era investigado por um suposto suborno a bin Hammam, segundo a entidade.

Beckenbauer, Theo Zwanziger e Horst Schmidt viram seus casos prescreverem dois anos após uma regulamentação impôr o período de dez anos para prescrição de casos de suborno. A justiça da Suíça chegou a abrir investigação sobre o caso, que acabou encerrada em abril do ano passado, em vias de prescrição.

A investigação foi aberta após a revista alemã Der Spiegel revelar, em 2015, que a organização alemã para sediar a Copa de 2006 reservou um fundo de 6,7 milhões de euros (cerca de 45 milhões de reais, na cotação atual) para a compra de votos.

O "Kaiser" não foi indiciado em nenhuma das duas investigações. Nos últimos anos, a defesa do capitão da Alemanha campeã mundial em 1974 vinha travando uma batalha jurídica com a Fifa para que ele não fosse interrogado sobre o caso. Os advogados alegam que o ex-jogador de 74 anos não tem condições de saúde adequadas, versão que a entidade contestou.