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Beber só no final de semana pode não ser a solução para escapar do alcoolismo

Separar o final de semana para beber um pouco a mais pode não ser o suficiente para se manter saudável e longe do alcoolismo, segundo estudos recentes. O quanto uma pessoa bebe vinha sendo avaliado como uma média semanal — então quem bebia uma lata de cerveja todos os dias da semana acabava com uma média igual à de quem bebe sete de uma vez só no sábado, por exemplo.

O problema é que essa metodologia deixava as pessoas acreditando que estavam bebendo uma média moderada segura, segundo cientistas. Uma pesquisa envolvendo universidades como a Stanford University School of Medicine, por exemplo, descobriu que muitos consumidores moderados de álcool acima dos 30 acabava se rendendo às bebedeiras de final de semana, o que é problemático.

O consumo imoderado de álcool, ou bebedeira, é definido como o consumo de cinco ou mais drinques seguidos em um curto período de tempo. Quem faz isso com frequência tem cinco vezes mais chances de desenvolver problemas relacionados ao álcool, como se machucar física ou psicologicamente, ter que beber mais para sentir o mesmo efeito e sofrer de impactos no trabalho, estudos ou cuidado de crianças.

Beber muito no final de semana ou pouco durante a semana pode gerar resultados diferentes, segundo estudos (Imagem: Kelsey Chance/Unsplash)
Beber muito no final de semana ou pouco durante a semana pode gerar resultados diferentes, segundo estudos (Imagem: Kelsey Chance/Unsplash)

Adultos e bebedeiras

Pesquisas passadas em relação ao álcool costumavam focar em jovens, como adolescentes e universitários, já que tomar muito de uma só sentada é comum nesse estrato populacional. Estatísticas, no entanto, mostram que muitos adultos acima dos 30 são fãs de bebedeiras, e mostra um crescimento entre mulheres e adultos acima dos 65 anos.

E os números têm provavelmente escapado às análises de saúde pública, já que ocorrem entre indivíduos que mantém o nível em uma média moderada. Mulheres sofrem em especial os efeitos do álcool, já que os problemas surgem com mais rapidez e em níveis de consumo menores do que os dos homens, e há maior suscetibilidade a danos cerebrais e risco de câncer de mama.

Em pessoas de ambos os sexos acima dos 65 anos, a preocupação é maior, já que o consumo de álcool pode entrar em conflito com o uso de certos medicamentos, algumas condições de saúde são agravadas pela bebida e quedas relacionadas à embriaguez ficam mais comuns.

Enquanto o consumo moderado, mesmo que seja de 7 bebidas de uma só vez no sábado à noite, não necessariamente leva ao alcoolismo, estudos mostraram que mais do que uma bebida por dia para mulheres e duas por dia para os homens (ou cinco ou mais bebidas em um evento único) tem ligação com problemas de saúde 9 anos depois. Isso, segundo os cientistas, demonstra a necessidade de intervenções nos consumidores moderados junto às estratégias que miram em quem bebe além da conta.

Enquanto estudos anteriores focavam em populações mais jovens, que se acredita beber mais, muitos adultos enfrentam problemas no consumo de álcool (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)
Enquanto estudos anteriores focavam em populações mais jovens, que se acredita beber mais, muitos adultos enfrentam problemas no consumo de álcool (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)

Quando a bebida é um problema?

Segundo especialistas, o consumo de álcool se torna um problema quando ele interfere na habilidade de levar uma vida diária normal. Continuar bebendo — apesar de efeitos negativos, como problemas no trabalho, com relacionamentos ou qualquer função na comunidade — é um mau sinal.

E isso não inclui só trabalhar de ressaca ou ter que faltar na segunda-feira: ter mais desentendimentos com as pessoas, despertar a preocupação por parte de pessoas próximas ou ver que elas percebem diferenças no seu comportamento, bem como esconder que está bebendo ou mentir sobre isso também são eventos preocupantes.

Beber em grandes quantidades sem nem perceber também é, claro, um sinal de que as coisas estão saindo do controle. Embora alguns órgãos de saúde tenham opiniões diferentes sobre o quanto é seguro beber, a Associação Americana do Coração, por exemplo, indica consumir não mais do que duas doses de bebida por dia, para os homens, e não mais de uma para mulheres e qualquer pessoa acima dos 65 anos.

A bebida se torna um problema quando ela começa a afetar a vida cotidiana, quando seu consumo se torna compulsivo (Imagem: YouraPechkin/Envato Elements)
A bebida se torna um problema quando ela começa a afetar a vida cotidiana, quando seu consumo se torna compulsivo (Imagem: YouraPechkin/Envato Elements)

Mas quanto é uma dose de bebida?

Para entender o que é uma dose, confira o guia abaixo:

  • Cerveja: 355 mililitros;

  • Licor de malte: 236-266 mililitros;

  • Vinho de mesa: 148 mililitros;

  • Vinho fortificado: 89-118 mililitros;

  • Licor, cordial, ou aperitivo: 59-80 mililitros;

  • Conhaque ou brandy: 44 mililitros;

  • Destilados com 40% de álcool: 44 mililitros.

As informações são do Instituto Nacional sobre o Abuso de Álcool e Alcoolismo dos Estados Unidos, e considera a mesma quantidade de álcool para cada dose das bebidas acima citadas: ou seja, 14 gramas. Caso você ou algum ente querido esteja passando por problemas com álcool, não hesite em procurar ajuda, como grupos de suporte, Alcoólicos Anônimos ou terapia individual, por exemplo.

Fonte: Canaltech

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