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Bebês humanos riem como os grandes primatas

·3 minuto de leitura
Como os grandes primatas, os bebês humanos riem muito na inspiração, antes de progredir para uma risada adulta expiratória (AFP/Ina FASSBENDER)

"Huh-ha-huh!" em vez de "ha ha ha!". Como os grandes primatas, os bebês humanos riem mais inspirando o ar, antes de evoluir para um riso adulto, mais comunicativo, expirando mais o ar, de acordo com um estudo.

A ideia de comparar homem e animal em termos de riso surgiu durante uma conferência de um primatologista na Sicília, na presença de uma jovem pesquisadora e amiga sua.

Esse professor mostrava como funcionava o mecanismo do riso entre grandes primatas (gorilas, orangotangos, chimpanzés ...).

Os sons desses animais, provocados por cócegas, eram emitidos ao inspirar e expirar o ar, algo como um "huh-ha-huh-ha".

"Minha amiga me disse: 'Bem, meu bebê ri como um macaco'", lembra a pesquisadora Marishka Kret, professora de psicologia cognitiva.

"Ela me mostrou vídeos do filho e a semelhança era evidente! Imediatamente propus a uma colega especialista em vocalização que fizéssemos um estudo", explicou à AFP.

Uma equipe de especialistas em neurociência cognitiva, liderada por Kret com Diane Venneker, da Universidade de Leyde, na Holanda, realizou vários experimentos, cujos resultados foram publicados na quarta-feira na revista Royal Society Biology Letters.

Os pesquisadores tocaram gravações de bebês humanos com entre 3 e 18 meses para um primeiro grupo de 15 especialistas fonéticos e 102 novatos (previamente treinados).

Os participantes deveriam medir a proporção de inspirações e expirações contidas nos sons e, em seguida, avaliar, em uma escala de notação, o quão agradáveis e contagiosas as risadas eram para eles.

Especialistas e novatos chegaram à mesma conclusão: as risadas dos bebês mais jovens surgiam 50% inspirando e 50% expirando. Uma alternância de "huh" e de "ha" muito semelhante à dos primatas não humanos.

- "Sinal mais claro" -

Já entre os humanos adultos, segundo Mariska Kret, o riso é um produto da expiração em 74%: inspiram e depois proferem alguns "ha ha ha" que vão perdendo força gradativamente.

A experiência mostrou que à medida que os bebês crescem, a proporção de ar expirado aumenta e com isso a percepção positiva por parte do adulto.

"Isso é o que mais nos surpreendeu: descobrir que uma risada mais 'madura' é percebida como mais agradável e contagiante", disse a pesquisadora.

Duas experiências adicionais com novas gravações e grupos confirmaram a descoberta: "ha ha ha" adultos são mais comunicativos.

"Com a expiração, o sinal parece mais claro. O som não só fica mais alto, mas também mais controlado, o que permite indicar ao interlocutor: 'ei, isso é divertido!", acredita a professora Kret.

Agora é preciso elucidar por que os bebês vão de "hu-ha-hu" para "ha ha ha". Uma das explicações seria que eles controlam mal suas habilidades vocais, que se desenvolvem progressivamente, para se adaptarem gradativamente a habilidades complexas como a linguagem.

E depois tem a sociabilidade. À medida que vai crescendo, a criança entende que precisa aprender a "rir melhor" para se fazer entender pelos pais.

Quando há risos no meio, as interações sociais duram mais. E isso também se aplica aos primatas.

"Quando os macacos riem de um acontecimento inesperado, como uma cambalhota, eles mostram sua hilaridade, que é rapidamente imitada", explica.

Mas seus órgãos vocais não evoluem como os dos seres humanos, pois eles não falam. E assim sua risada permanece eternamente em um estado primário, como a de um bebê.

juc/may/kal/jz/mar/mr

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