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BCs devem ser "teimosos" no combate à inflação, diz Georgieva, do FMI

Diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, em visita a Kinshasa, República Democrática do Congo

WASHINGTON (Reuters) - As autoridades de bancos centrais devem ser persistentes no combate à inflação disseminada, disse a chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, nesta quarta-feira, admitindo que muitos economistas estavam errados quando previram no ano passado que a alta dos preços arrefeceria.

"A inflação é teimosa, é mais disseminada do que pensávamos que seria", disse ela, "e o que isso significa é... que precisamos que os banqueiros centrais sejam tão teimosos em combatê-la quanto a inflação tem, comprovadamente, sido".

Se a política fiscal e a política monetária funcionarem bem, o ano que vem pode ser menos doloroso, disse ela em um evento com o formulador francês de política monetária do BCE François Villeroy de Galhau. Mas, se a política fiscal não for suficientemente focalizada, ela pode se tornar o "inimigo da política monetária, alimentando a inflação".

Georgieva disse que o aumento surpreendente da inflação é "apenas um trecho da incerteza e das dificuldades" que a economia global enfrenta. Tanto a pandemia de Covid-19 quanto a invasão da Ucrânia pela Rússia contribuíram para o salto dos preços e para a crise do custo de vida.

Em uma postagem em um blog, o FMI alertou que os preços mais altos do petróleo elevavam todos os preços ao consumidor, o que poderia resultar em uma espiral de preços-salários se esses efeitos de segunda ordem fossem mantidos. Autoridades de bancos centrais devem responder "firmemente", disse o comunicado.

Quando a inflação geral já está alta, como está agora, os salários tendem a aumentar mais em resposta a um choque no preço do petróleo, disse o FMI ao citar um estudo de 39 países europeus.

"Se grandes e sustentados, os choques no preço do petróleo podem alimentar aumentos persistentes na inflação e nas expectativas de inflação, que devem ser combatidos por uma resposta da política monetária", afirmou. O Fundo destacou que as pessoas tendem a buscar maiores compensações pelos avanços dos preços do petróleo.

No entanto, mesmo em um ambiente de inflação elevada, os salários se estabilizaram após um ano, em vez de continuar subindo em um ritmo constante, disse.

"Na medida em que os bancos centrais permanecem adequadamente vigilantes, a alta inflação atual ainda pode causar uma compensação maior pelo custo de vida do que o normal, mas não precisa se transformar em um aumento sustentado da inflação", acrescentou.

(Por Andrea Shalal)