Mercado fechado
  • BOVESPA

    111.910,10
    -701,55 (-0,62%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.661,86
    +195,84 (+0,39%)
     
  • PETROLEO CRU

    87,29
    +0,68 (+0,79%)
     
  • OURO

    1.790,10
    -3,00 (-0,17%)
     
  • BTC-USD

    37.778,00
    +1.326,71 (+3,64%)
     
  • CMC Crypto 200

    863,83
    +21,37 (+2,54%)
     
  • S&P500

    4.431,85
    +105,34 (+2,43%)
     
  • DOW JONES

    34.725,47
    +564,69 (+1,65%)
     
  • FTSE

    7.466,07
    -88,24 (-1,17%)
     
  • HANG SENG

    23.550,08
    -256,92 (-1,08%)
     
  • NIKKEI

    26.717,34
    +547,04 (+2,09%)
     
  • NASDAQ

    14.430,25
    +443,50 (+3,17%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,9813
    -0,0427 (-0,71%)
     

Bcs apostam que economias toleram ômicron, mas não inflação

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- Os principais bancos centrais do mundo deram um passo importante nesta semana, ao decidir que o coronavírus já não dá as cartas na economia e que a inflação agora é a maior ameaça.

Most Read from Bloomberg

Por quase dois anos, o principal desafio de autoridades monetárias foi prever qual seria o próximo golpe da pandemia e amortecer o impacto sobre o crescimento econômico e o emprego.

Mas o cenário mudou. Nos últimos dias, bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa apontaram um giro - em velocidades variadas - rumo a políticas de maior aperto monetário. Autoridades agora veem o controle dos preços com prioridade mais alta do que proteger o PIB e o emprego de novos estragos causados pela pandemia.

Na quinta-feira, o Banco da Inglaterra se tornou o primeiro banco central do Grupo dos Sete a aumentar as taxas de juros desde a chegada da Covid-19. O Federal Reserve disse na quarta-feira que vai antecipar o fim de seu programa de compra de títulos e sinalizou três aumentos dos juros em 2022. O Banco Central Europeu também começou a desacelerar as medidas emergenciais.

“Não parece que o Fed ou outros bancos centrais achem necessário ignorar os sinais muito fortes e relatórios de inflação elevada apenas por causa da Covid”, disse Mark Cabana, chefe de estratégia de juros dos EUA no Bank of America. “Na verdade, estamos vendo o contrário.”

Por trás da mudança está a avaliação de que, embora a Covid-19 ainda esteja presente, países ocidentais começam a aprender a conviver com a doença - e o impacto nas economias de variantes do coronavírus será menor do que o anterior.

“Muitas pessoas foram vacinadas, e campanhas de reforço foram aceleradas”, disse na quinta-feira a presidente do BCE, Christine Lagarde. “A sociedade melhorou o combate às ondas pandêmicas e restrições resultantes. Isso diminuiu o impacto da pandemia na economia.”

Além disso, como os bancos centrais agora já sabem mais sobre a inflação pandêmica, chegaram a uma visão diferente de como novos surtos do coronavírus afetam a economia.

No início da crise, o foco estava nos lockdowns como um amortecedor para a demanda do consumidor, que uma política monetária frouxa poderia ajudar a impulsionar. Agora, autoridades também se preocupam como as restrições da crise de saúde atingem a oferta e o transporte de bens, o que eleva os preços e fortalece o argumento para taxas de juros mais altas.

“As estruturas econômicas anteriores focavam no que acontece com o crescimento da demanda”, diz Sanjay Raja, economista do Deutsche Bank em Londres. “Agora, tem a ver com o impacto na demanda em relação ao impacto na oferta. Isso está mudando o cálculo.”

Nem todos caminham na mesma velocidade. Na sexta-feira, o Banco do Japão anunciou que planeja retirar o auxílio da pandemia lentamente. O banco central japonês estendeu a assistência de empréstimos para pequenas empresas em dificuldades por mais seis meses.

Para os que iniciam o giro da política monetária, fica claro, diante do caos trazido pela variante ômicron, que há muitos riscos na troca de marcha.

Especialmente na Europa, governos estão reimpondo algumas das restrições - desde a recomendação de trabalho remoto a barreiras para viagens - suspensas no início do ano devido ao aumento dos casos de Covid e hospitais novamente cheios. Criticados por uma postura muito confortável frente à inflação nos últimos meses, há o risco de as autoridades estarem minimizando o impacto da pandemia agora.

Most Read from Bloomberg Businessweek

©2021 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos