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BCE se alinha ao Fed com motivos para manter fluxo de estímulos

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Autoridades do Banco Central Europeu têm todas as evidências de que precisam para manter o estímulo monetário ultrafrouxo quando se reunirem na quinta-feira, graças em parte aos números opostos no Federal Reserve.

Apesar da recuperação econômica mais rápida dos Estados Unidos ao longo da pandemia e inflação muito mais alta do que na zona euro, autoridades do Fed sinalizaram que não vão desacelerar as compras de títulos. A reunião do banco central dos EUA acontece uma semana depois da decisão do BCE. No Fed, o principal argumento é que ainda não há certeza de que a recuperação é sólida o suficiente para ser autossustentável.

Esse é um guia útil para o BCE, cuja economia está mais atrasada e poderia evitar a turbulência provocada pelas transições da política monetária global. A zona do euro iniciou a vacinação mais tarde e só agora começa a emergir da recessão de duplo mergulho. As metas de vacinação ainda levarão meses para serem atingidas, e novas variantes do coronavírus ameaçam restringir as viagens.

“Os sinais recentes do Fed provavelmente ajudam o BCE”, disse Gilles Moec, economista-chefe da AXA Investment Managers. “Não espero fogos de artifício na quinta-feira, não acho que queiram balançar o barco.”

De fato, autoridades do BCE não parecem estar preparando surpresas sobre o estímulo. Membros do BCE mais inclinados ao afrouxamento monetário, como Fabio Panetta, do conselho executivo, afirmam que não há razão para desacelerar o ritmo de compras de títulos da pandemia, de cerca de 20 bilhões de euros (US$ 24 bilhões) por semana.

Autoridades mais favoráveis ao aperto da política monetária, como o presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, permanecem caladas sobre o assunto, enquanto a presidente do BCE, Christine Lagarde, insiste que a instituição manterá as condições de financiamento favoráveis durante a recuperação econômica.

A última autoridade do Fed a falar antes do período de silêncio que antecede a reunião de política monetária foi Loretta Mester, que disse na sexta-feira: “queremos ser deliberadamente pacientes porque, você sabe, foi um choque enorme para a economia”.

As diferenças com a zona euro são marcantes. Projeções apontam que a inflação dos EUA pode ter subido para 4,7% em maio. Os dados serão publicados na quinta-feira, coincidentemente, no momento em que Lagarde inicia sua entrevista coletiva. A OCDE afirma que a economia dos EUA deve crescer 6,9% neste ano, acima do ritmo pré-pandemia.

Já a inflação da zona do euro está em 2%, ligeiramente acima da meta do BCE, e estimativas indicam crescimento de 4,3% para o PIB da região, que deve atingir o nível anterior à crise apenas no ano que vem.

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©2021 Bloomberg L.P.