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BCE reafirma planos de aumento de juros mesmo com recessão iminente

Sede do BCE em Frankfurt, Alemanha

Por Balazs Koranyi

FRANKFURT (Reuters) - As autoridades do Banco Central Europeu apoiaram firmemente os planos de continuar aumentando os juros, mesmo que ao custo do crescimento econômico, já que dados divulgados nesta sexta-feira mostraram pressões inflacionárias crescentes.

O BCE dobrou sua taxa de depósito para 1,5% na quinta-feira e prometeu mais aperto monetário nos próximos meses, em uma tentativa de evitar que a inflação alta se consolide, rejeitando as críticas de governos do bloco de que está exacerbando uma possível recessão.

As autoridades alertaram que outro aumento em dezembro é certo e que a taxa de depósito pode continuar subindo.

"Vai subir ainda mais em dezembro e nos primeiros meses do próximo ano", disse o membro do banco central Peter Kazimir, nesta sexta-feira.

"Vamos ultrapassar a taxa neutra - independentemente de onde alguém a veja - como um trem desgovernado", disse Kazimir, presidente do banco central da Eslováquia. "Precisamos colocar a política monetária no chamado ambiente restritivo, pelo menos por um certo período."

Com a taxa de juros neutra do BCE, calculada entre 1,5% e 2%, o banco não estará estimulando nem freando a atividade econômica.

A declaração de Kazimir veio pouco depois de a Pesquisa de Analistas Profissionais do BCE, uma contribuição importante para as deliberações de política monetária, mostrar que a inflação na zona do euro será maior do que o temido nos próximos anos e pode ficar acima da meta de 2% do banco indefinidamente.

A inflação, em quase 10%, deve cair apenas para 5,8% em 2023, acima da projeção do próprio BCE de 5,5%, mantendo-se em 2,4% em 2024.

Ainda assim, moderando a mensagem do BCE, o chefe do banco central francês, François Villeroy de Galhau, disse que o próximo aumento de juros não será necessariamente de 0,75 ponto percentual, após duas altas dessa magnitude.

Os mercados precificam atualmente uma alta de 0,5 ponto pelo BCE em dezembro, calculando pico de 2,7% no próximo ano, abaixo dos 3% esperados há apenas alguns dias.

(Reportagem adicional de Matt Schuffham e Andrius Sytas)