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BCE fica dividido sobre decisão de elevar compras de títulos

·2 minuto de leitura
O presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, participa do 29º Congresso Bancário Europeu de Frankfurt, na Old Opera House

FRANKFURT (Reuters) - Autoridades do Banco Central Europeu estão claramente divididas a respeito de decisão de eventualmente aumentar o ritmo de compras de títulos para acalmar os mercados financeiros, tema que será discutido em uma reunião de política monetária na próxima semana.

Os rendimentos dos títulos subiram nas últimas semanas, gerando especulações sobre se o BCE vai intervir para cumprir sua promessa de manter baixos os custos dos empréstimos para governos, famílias e empresas atingidos pela pandemia.

O BCE ainda tem quase 1 trilhão de euros para gastar em seu arsenal do Programa de Compras de Emergência Pandêmica, que pode ser utilizado no ritmo que a instituição achar adequado em vários países e tipos de títulos, incluindo soberanos, corporativos e várias formas de dívida garantida.

À medida que se aproxima a reunião de 10 e 11 de março, há claras divisões no Conselho do BCE quanto à aceleração das compras.

O lado 'dovish', ao qual se juntou o presidente do banco central espanhol, Pablo Hernández de Cos, nesta quarta-feira, argumenta que a alta dos rendimentos é injustificada e põe em risco a recuperação da zona do euro.

"Os saltos nas taxas de juros nominais de longo prazo não foram acompanhados por aumentos da mesma magnitude nas expectativas de inflação de longo prazo", disse de Cos em um discurso. "Isso pode ter um impacto negativo na atividade econômica e, consequentemente, na inflação."

Fabio Panetta, membro do Conselho do BCE, foi mais longe na terça-feira, dizendo que o BCE não deve hesitar em aumentar as compras de títulos e se comprometer a "direcionar a curva de rendimentos".

No entanto, o presidente do banco central da Alemanha, Jens Weidmann, um grande 'hawk' do BCE, disse que os custos dos empréstimos continuam baixos e que a instituição deve compreender o que causou a alta dos 'yields' antes de agir.

O vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, também pareceu minimizar o aumento dos rendimentos, dizendo nesta quarta-feira que o BCE está "feliz" com as previsões econômicas e com a forma como sua política monetária está mantendo "condições de financiamento favoráveis".

Outra integrante do conselho, Isabel Schnabel, alemã, chegou a dizer que um salto nos rendimentos poderia ser bem-vindo se refletisse melhores perspectivas de crescimento.

Enquanto isso, a presidente do banco central, Christine Lagarde, permaneceu amplamente às margens, apenas dizendo que o banco está "monitorando de perto" os rendimentos nominais.

(Por Francesco Canepa e Balazs Koranyi)