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BCE não vê necessidade de ação drástica para frear rendimentos

Carolynn Look, Alexander Weber e Jana Randow
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Autoridades do Banco Central Europeu não veem necessidade de ação drástica para frear o aumento dos rendimentos dos títulos, pois acreditam que o risco para a economia é administrável com intervenções verbais e com a flexibilidade do programa de compra de títulos, de acordo com pessoas a par das discussões internas.

Embora vários membros do conselho do BCE tenham dito que rendimentos mais elevados podem ser injustificados e prejudicar a zona do euro em meio às restrições da pandemia, não há sensação de pânico, disseram as autoridades.

Uma medida como expandir o tamanho do programa de compra de títulos de emergência de 1,85 trilhão de euros (US$ 2,24 trilhões) é atualmente desnecessária, disseram, sem informar se o ritmo de compras foi acelerado nos últimos dias, usando a tão alardeada flexibilidade do programa.

Uma fonte destacou que os rendimentos caíram na segunda-feira, depois que algumas autoridades disseram que o BCE reagiria contra aumentos injustificados.

Um porta-voz do BCE não quis comentar.

Fabio Panetta, do conselho executivo do BCE, foi o último a fazer eco a vários membros do conselho geral ao abordar o tópico na terça-feira. Ele disse que o salto dos rendimentos dos títulos do governo “é indesejável e deve ser combatido”. Também disse que “não é tarde demais” para agir.

O francês François Villeroy de Galhau, membro do conselho geral, disse na segunda-feira que o BCE “pode e deve reagir” a quaisquer oscilações injustificadas que ameacem minar a economia. O vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, argumentou que é importante entender por que os rendimentos dos títulos aumentaram, e disse que as autoridades “têm a flexibilidade necessária para reagir”.

Os rendimentos da dívida da zona do euro sobem desde meados de fevereiro, quando expectativas de reflação aceleraram a venda de títulos globais. Os rendimentos de 10 anos da Grécia e da Itália puxaram a venda, tendo subindo cerca de 20 pontos-base nas últimas duas semanas.

O núcleo da dívida europeia também foi atingido: os rendimentos de referência alemães subiram para níveis vistos pela última vez em março de 2020, e as taxas francesas ficaram positivas pela primeira vez desde junho.

Rendimentos mais elevados dos títulos públicos representam um problema para a zona do euro, porque são utilizados pelos bancos como referência para os empréstimos. Já se espera que a recuperação da região seja mais lenta do que a de muitas outras economias avançadas, em parte devido à lenta distribuição de vacinas, e juros mais altos podem desacelerar ainda mais a atividade.

Os rendimentos são impulsionados pela venda global de títulos de longo prazo do Tesouro dos EUA, onde outra forte dose de estímulo fiscal pode fortalecer a economia.

Números publicados esta semana surpreenderam investidores, pois mostram que o BCE na verdade desacelerou as compras na semana passada, apesar de a presidente Christine Lagarde ter dito que as autoridades estão “monitorando de perto” o aumento dos rendimentos nominais dos títulos.

Esses números não refletem as ordens feitas na quinta e na sexta-feira, já que as transações demoram alguns dias para serem liquidadas e refletidas nas contas do banco central. Os dados de compras desta semana serão publicados na próxima segunda e terça-feira.

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©2021 Bloomberg L.P.