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BCE não pode apenas espelhar movimentos do Fed, diz Lagarde

Presidente do BCE, Christine Lagarde

FRANKFURT (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) precisa estar atento às decisões de política monetária do Federal Reserve, que influenciam os mercados globais, mas não pode apenas espelhar seus movimentos, disse a presidente do BCE, Christine Lagarde, nesta quinta-feira, depois que o Fed indicou novos aumentos de juros.

O Fed elevou sua taxa de juros em mais 75 pontos-base na quarta-feira e o chair Jerome Powell disse que a batalha contra a inflação exigirá que os custos dos empréstimos subam "mais do que o esperado anteriormente", levando os investidores a precificar mais elevações do BCE também.

Mas Lagarde disse que o BCE, que elevou os juros em 75 pontos-base na semana passada, não pode simplesmente imitar o Fed porque as condições econômicas são diferentes para os 19 países da zona do euro, um ponto ressaltado anteriormente pelo membro do conselho do banco, Fabio Panetta.

"Temos que estar atentos a possíveis repercussões", disse Lagarde em uma conferência em Riga. "Não somos iguais e não podemos progredir no mesmo ritmo (ou) sob o mesmo diagnóstico de nossas economias."

Lagarde admitiu que o BCE foi "influenciado pelas consequências" da ação do Fed através dos mercados financeiros e especialmente da taxa de câmbio do euro, que estava caindo em relação ao dólar nesta quinta-feira.

"Claramente a taxa de câmbio é importante e deve ser levada em consideração em nossas projeções de inflação", disse Lagarde.

Em seu próprio discurso, Panetta disse que a zona do euro é mais vulnerável que os Estados Unidos a uma desaceleração econômica global e preços de energia mais altos, e que o próprio aperto monetário do Fed já está cobrando seu preço, o que significa que o BCE precisa ser cauteloso.

Mas outros membros do Conselho do BCE continuam a ter uma visão mais agressiva.

Falando ao lado de Lagarde, o presidente do banco central letão, Martins Kazaks, disse que os juros precisam subir "muito mais" e que não há necessidade de pausar os aumentos na virada do ano.

(Reportagem de Francesco Canepa e Balazs Koranyi)