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BCE mantém inalteradas taxas de juros

·2 minuto de leitura
A sede do Banco Central Europeu, em Frankfurt, Alemanha

O Banco Central Europeu (BCE) manteve inalteradas suas taxas de juros - em mínimos históricos -, bem como o excepcional dispositivo de apoio à economia, informou nesta quinta-feira (22) ao final da reunião do Conselho de Governadores.

Ainda não é chegada a hora de acabar com a política monetária expansionista, defendeu a presidente do BCE, Christine Lagarde, após a reunião.

O debate sobre o fim progressivo do programa de compra massiva de dívidas, promovido no ano passado após o início da pandemia, é "prematuro" e não foi abordado na terceira reunião de governadores em 2021, disse a presidente.

O Conselho do BCE decidiu manter sua principal taxa de juros em zero, enquanto aos bancos será aplicada taxa de 0,50% aos depósitos no banco central.

O instituto também continuará com a compra de dívidas em ritmo acelerado, no âmbito de um programa contra a pandemia (PEPP), lançado há um ano para manter condições de financiamento favoráveis, e que ainda deve cobrir 1,85 trilhão de euros (US$ 2,230 trilhões) para gastar entre agora e março de 2022.

Conforme indicado, a taxa diretriz de refinanciamento bancário de curto prazo manteve-se em zero, no mesmo nível desde 2016.

Decidido em março em resposta à pressão sobre as taxas de juros das obrigações, prevê-se a continuação do aumento "significativo" da compra de dívida pública e privada.

"O Conselho de governadores espera que as compras sob o PEPP continuem durante o trimestre atual a uma taxa significativamente mais alta do que durante os primeiros meses do ano", disse o organismo.

Esta intervenção ajudou a flexibilizar o mercado obrigacionista após o nervosismo causado no início do ano devido ao receio de um crescimento da economia americana.

Desde março, a quantidade semanal de compras de ativos líquidos sob o PEPP foi em média de cerca de 17 bilhões de euros, em comparação com 12 bilhões de euros em janeiro e fevereiro.

O BCE considera que o panorama econômico "está obscurecido pela incerteza" devido à pandemia e, especificamente, à terceira onda de covid-19 que assombra o Velho Continente.

"A persistência de altos níveis de infecção e medidas de confinamento continuam afetando a atividade econômica no curto prazo", destacou Lagarde.

O instituto, que revelará novas projeções até 2023 em sua próxima reunião, em junho, continua apostando em "uma firme reativação da atividade" este ano graças às campanhas de vacinação.

A prioridade do BCE é garantir condições de crédito favoráveis às famílias e empresas.

Por isso, manteve as taxas de juros nos níveis mais baixos da história da moeda única.

Antes de subir as taxas e abandonar a política monetária expansionista, o BCE quer assegurar níveis de inflação próximos de 2%, objetivo que a zona do euro não atinge desde 2012.

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