BCE: não há guerra cambial, mas ela deve ser evitada

O Banco Central Europeu (BCE) não vê risco de uma guerra cambial no momento, mas isso preciso ser evitado, disse o vice-presidente da instituição, Vítor Constâncio, durante um conferência, em Helsinque. Ele reiterou que o BCE respeita os princípios de câmbios flutuantes dos países do G-7 e do G-20, e que o euro, como tal, deveria ser deixado para determinação dos mercados financeiro.

A única consideração do BCE é o efeito da taxa de câmbio sobre a inflação futura. "As grandes moedas flutuantes não deveriam ser um alvo das políticas", afirmou Constâncio. "Essa é a nossa posição. Nós respeitamos sempre essa posição."

Quando perguntado sobre o Japão e seus esforços de relaxamento monetário, Constâncio disse que nenhum país que assinou os comunicados do G-7 e do G-20 deveria perseguir "intervenções unilaterais" nos mercados cambiais. Qualquer intervenção direta nos mercados cambiais precisa ser coordenada com outras grandes moedas flutuantes, acrescentou.

Constâncio reiterou que o cenário do BCE é o de que há riscos de queda em relação ao crescimento, e os riscos balanceados em torno da inflação. A inflação, disse ele, deverá ficar abaixo de 2% neste ano, e as previsões do banco apontam mais um crescimento levemente negativo para 2013.

Bancos. Ele disse também que a resolução para fechar bancos insolventes não é um mecanismo disfarçado para a partilha de riscos bancários e perdas entre os países europeus. "Isso não vai implicar qualquer grau elevado de mutualização de riscos e perdas. A autoridade de resolução não é sobre socorro de bancos", afirmou Constâncio. "A resolução é sobre minimizar o custo para contribuintes", destacou.

Segundo ele, os ativos herdados dos bancos também serão tratados com base nos termos de qualquer recapitalização direta dos bancos, através do fundo de resgate europeu, porque todas as perdas no balanço serão primeiro cobertas por meio da eliminação de acionistas existentes e das contribuições do país em questão.

Constâncio disse também que a falta de uma mandato legal está dificultando o trabalho do BCE para estabelecer um único supervisor bancário. "Há muitas coisas que nós não podemos fazer antes de termos um estrutura legal em vigor, incluindo o poder legal para iniciar recrutamento". As informações são da Dow Jones.

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