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BCE dobra taxa de juros apesar de maior risco de recessão

(Bloomberg) -- O Banco Central Europeu dobrou sua taxa básica de juros para o nível mais alto em mais de uma década e sinalizou que está progredindo em sua batalha contra a inflação recorde, enquanto a probabilidade de uma recessão aumenta.

As autoridades em Frankfurt implementaram um segundo aumento consecutivo de 0,75 ponto percentual na quinta-feira — conforme o esperado. Embora tenham omitido uma referência anterior a aumentos contínuos por “várias reuniões”, disseram que esperam que o custo do dinheiro suba “mais”.

Eles citaram “progressos substanciais na retirada da acomodação da política monetária”. A inflação “continua muito alta e ficará acima da meta por um longo período”, segundo o comunicado da instituição.

A taxa de depósito, que estava abaixo de zero em julho, passou para 1,5%.

Ao continuar com os aumentos, mesmo quando a turbulência no mercado de energia atinge os 19 países da zona do euro, o BCE reafirmou seu compromisso de retomar o controle sobre os preços que sobem a um ritmo cinco vezes maior que a meta de 2%.

“A atividade econômica na zona do euro deve ter desacelerado significativamente no terceiro trimestre”, disse a presidente Christine Lagarde em entrevista coletiva. Ela disse que vê uma “maior probabilidade de recessão”.

Questionada sobre a mudança na declaração sobre a perspectiva de juros do BCE, Lagarde disse que a trajetória exata será determinado cada vez que as autoridades se reunirem.

“Podem ser várias reuniões”, disse. “Ainda temos terreno a percorrer.”

O movimento de quinta-feira coincide com o ritmo recente do Federal Reserve, cujo ataque à inflação começou mais cedo, e impulsionou o dólar às custas do euro. No Canadá, por outro lado, o BC surpreendeu os investidores na quarta-feira, desacelerando inesperadamente a velocidade do aperto monetário diante dos sinais de desaceleração.

Os mercados monetários reduziram suas apostas no pico de juros na zona do euro em até 0,20 ponto percentual, precificando uma taxa de 2,75% no final do ciclo no próximo ano. Isso se compara a um pico acima de 3,25% na semana passada. O euro estendeu sua queda.

As autoridades também endureceram os termos de mais de € 2 trilhões de empréstimos ultra-baratos a bancos da era da pandemia, conhecidos como TLTROs.

Os acordos se tornaram problemáticos depois que os recentes aumentos rápidos de juros permitiram que os credores estacionassem dinheiro obtido com os TLTROs em contas do BCE e ganhassem uma renda livre de risco.

--Com a colaboração de Bastian Benrath, Harumi Ichikura, Kristian Siedenburg, James Hirai, Alessandra Migliaccio, Greg Ritchie, Craig Stirling, Zoe Schneeweiss, Andrew Langley, Alexey Anishchuk, Wout Vergauwen, Angela Cullen, James Regan, Veronica Ek, Jasmina Kuzmanovic, Dara Doyle, Ben Sills e Bryce Baschuk.

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