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BCE deve fazer mais duas altas e desovar títulos já no 1º tri

(Bloomberg) -- O Banco Central Europeu aumentará juros mais duas vezes em sua luta contra uma inflação sem precedentes, incluindo uma alta menor de meio ponto percentual na próxima semana, preveem economistas.

Os juros serão elevados na mesma proporção na reunião de fevereiro, o que significa que a taxa de depósito atingirá um pico de 2,5%, de acordo com analistas consultados pela Bloomberg.

Eles também esperam que o BCE comece a desovar trilhões de euros em títulos comprados durante a crise a partir do próximo trimestre, no chamado aperto quantitativo, ou QT na sigla em inglês.

Apesar do aperto monetário mais forte da história do euro, mais da metade dos entrevistados diz que o BCE continua atrás da curva no combate à inflação, que está em cinco vezes a meta de 2%. O Federal Reserve também está sinalizando uma desaceleração nos aumentos de juros.

Enquanto a alta de preços nos 19 países da zona do euro tenha desacelerado em novembro pela primeira vez desde meados de 2021, a inflação deve permanecer elevada por algum tempo, já que a guerra da Rússia na Ucrânia agrava a crise energética do continente.

“A pressão da inflação persistirá, embora, ao mesmo tempo, espera-se que o BCE reduza os aumentos de juros”, disse Ulrike Kastens, economista da DWS International GmbH. “O maior desafio para o BCE é convencer o mercado de que realmente quer combater a inflação alta de forma crível.”

O desafio pode ficar mais complicada, no entanto, à medida que posições em títulos no valor de quase € 5 trilhões (US$ 5,3 trilhões), acumuladas para injetar liquedez no mercado, começarão a ser desmontadas, com o efeito contrário.

Mais de nove em cada dez economistas entrevistados esperam que o BCE vai realizar o QT ao permitir que os títulos vençam sem rolagem, em vez de vendê-los ativamente.

Mas a medida aumentá o potencial para conflito dentro do Conselho do BCE, cujos 25 membros até agora evitaram grandes tensões ao interromperem o estímulo maciço. Uma perspectiva econômica extremamente incerta e alta de preços acima da meta até pelo menos 2024 são obstáculos adicionais.

Os consumidores estão sinalizando que os formuladores de políticas não fizeram o suficiente. Suas expectativas de inflação para os próximos 12 meses subiram para 5,4% na última pesquisa mensal do BCE e estão em 3% para três anos depois.

Os entrevistados na pesquisa da Bloomberg veem os preços da zona do euro avançando 6,1% em 2023 e 2,2% em 2024. A economia deve encolher durante o inverno que se aproxima antes de retomar lentamente o crescimento no segundo trimestre.

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©2022 Bloomberg L.P.