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BCE deve começar com alta de 0,25pp, diz chefe de BC na região

(Bloomberg) -- O Banco Central Europeu deve manter seu plano de começar a elevar a taxa de juros com apenas 0,25pp, disse Madis Muller, dirigente do banco central da Estônia, país que registra as taxas de inflação mais elevadas da região.

Em contraste com os pedidos de colegas de outros países bálticos para considerar pelo menos um aumento de 0,50pp para o primeiro movimento, Muller disse que as autoridades devem esperar até setembro para um aumento dessa magnitude.

“Dadas as perspectivas de inflação, é apropriado começar a aumentar as taxas de juros em julho” em um quarto de ponto, disse Muller em entrevista em Dubrovnik, Croácia, no domingo. “Devemos continuar com uma nova alta de 50 pontos base em setembro.”

A trajetória de juros sugerida por Muller está alinhada com as opiniões da maioria das outras autoridades do BCE, embora seus dois colegas do Báltico tenham dito na semana passada que um aumento maior deve ser pelo menos uma opção para a decisão de 21 de julho. Enquanto isso, Bostjan Vasle da Eslovênia disse na segunda-feira que os aumentos das taxas “continuariam após setembro, no quarto trimestre e no início do próximo ano”.

Os mercados monetários aumentaram as apostas no ritmo de aperto além do final do ano, precificando quase dois pontos percentuais de aumentos das taxas até junho de 2023. Isso se compara a apenas 173 pontos-base na sexta-feira. Os traders continuam apostando em três quartos de ponto de alta até setembro.

A Estônia tem a inflação mais alta do que qualquer país da zona do euro. A taxa atingiu 22% no mês passado, com a Lituânia em 20,5% e a Letônia em 19% não muito atrás.

Todos os três enfrentam mais que o dobro da inflação de 8,6% para a região como um todo, que já supera em muito a meta de 2% do BCE.

A Estônia, que aderiu ao euro há mais de uma década, provavelmente terá uma inflação média acima de 15% no ano - novamente muito mais alta do que em outros lugares da união monetária, disse Muller, que é frequentemente considerado um dos membros mais hawkish do Conselho de Governadores.

“Isso é impulsionado principalmente pelos preços da energia, cujos aumentos nos mercados globais são, no nosso caso, repassados muito rapidamente aos consumidores”, disse ele sobre os dados de seu país. “Mas também estamos vendo alta inflação nos preços dos alimentos e forte demanda doméstica.”

A combinação de crescimento fraco e inflação rápida levantou o espectro da estagflação na zona do euro, premissa rejeitada por Muller.

“Para a economia da zona do euro, a estagflação não é o cenário mais provável”, disse ele. “A perspectiva de crescimento enfraqueceu nos últimos meses, mas ainda podemos esperar algum crescimento econômico positivo na zona do euro para os próximos anos, com questões sobre o fornecimento de gás como um risco significativo.”

As previsões econômicas mais recentes do BCS esperam crescimento acima de 2% até 2024. A inflação é vista em mais que o triplo da meta do banco central este ano, quase o dobro em 2023 e convergindo para a meta no ano seguinte.

Muller disse que a perspectiva econômica da Estônia é “semelhante” à do resto da região, onde o crescimento foi prejudicado pelas consequências da guerra da Rússia na Ucrânia.

“Assim como em outros países europeus, as perspectivas econômicas são afetadas pelo alto nível de incerteza que as empresas enfrentam devido a problemas na cadeia de suprimentos e alta inflação”, disse ele. “A necessidade de reconfigurar as cadeias de fornecimento de energia e outras commodities está pressionando ainda mais as economias europeias. Isso é caro em termos de investimentos adicionais e está tendo um impacto direto nos preços.”

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©2022 Bloomberg L.P.

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