Mercado fechado
  • BOVESPA

    120.061,99
    -871,79 (-0,72%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.528,97
    +456,35 (+0,95%)
     
  • PETROLEO CRU

    61,78
    -0,89 (-1,42%)
     
  • OURO

    1.782,80
    +4,40 (+0,25%)
     
  • BTC-USD

    54.554,99
    -1.313,78 (-2,35%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.241,59
    +7,17 (+0,58%)
     
  • S&P500

    4.134,94
    -28,32 (-0,68%)
     
  • DOW JONES

    33.821,30
    -256,33 (-0,75%)
     
  • FTSE

    6.888,18
    +28,31 (+0,41%)
     
  • HANG SENG

    28.621,92
    -513,81 (-1,76%)
     
  • NIKKEI

    28.508,55
    -591,83 (-2,03%)
     
  • NASDAQ

    13.767,00
    -27,25 (-0,20%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6688
    -0,0337 (-0,50%)
     

BCE analisa ritmo de estímulo com rendimentos de títulos em alta

Jana Randow
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Autoridades do Banco Central Europeu consultam o manual do ex-presidente Mario Draghi para saber se os movimentos recentes do mercado equivalem a um “aperto injustificado” dos rendimentos dos títulos que requer ação.

Esse teste, lançado pelo antecessor de Christine Lagarde em 2014 no período que antecedeu as taxas de juros negativas e a flexibilização quantitativa, é relevante agora que a zona euro economia está atrasada em relação à recuperação global na pandemia. Ainda assim, o BCE inicia sua reunião de política monetária de dois dias na quarta-feira aparentemente dividido sobre se os ganhos recentes dos rendimentos dos títulos públicos devem ser fonte de preocupação.

Autoridades como o membro do conselho executivo Fabio Panetta argumentam que rendimentos mais altos são “indesejáveis e devem ser combatidos”. Outros, como o presidente do banco central holandês, Klaas Knot, apontam para o otimismo econômico em relação ao segundo semestre como possível justificativa para tais movimentos de mercado.

Lagarde não comentou além de sua ênfase na preservação das condições de financiamento favoráveis para famílias e empresas. Membros do BCE não divulgaram quais indicadores estão monitorando e até deram sinais conflitantes sobre os fatores que importam.

A tese para alarme seria que o aumento dos rendimentos não seja um reflexo de qualquer mudança fundamental na economia da zona do euro, mas impulsionado por acontecimentos em outras partes do mundo fora do controle do BCE.

O presidente do banco central da França, François Villeroy de Galhau, sinalizou a necessidade de uma resposta quando argumentou que o BCE “pode e deve reagir” a quaisquer movimentos injustificados. Ele e outras autoridades atribuíram a alta dos rendimentos a “transbordamentos excessivos” dos EUA, onde o Congresso trabalha em um pacote de estímulo de US$ 1,9 trilhão para apoiar a economia.

O espanhol Pablo Hernández de Cos destacou que o aumento dos juros nominais não desencadeou altas correspondentes nas expectativas de inflação e alertou que “isso pode ter um impacto negativo sobre a atividade econômica e, portanto, sobre a inflação”.

Embora essas autoridades possam buscar uma aceleração no ritmo de compras, há pouca pressão por enquanto para expandir o tamanho do plano da pandemia de 1,85 trilhão de euros (US$ 2,2 trilhões) do BCE. Mais da metade desse montante ainda não foi gasto.

A tese de que o aumento dos rendimentos seria justificado se apoia no avanço das vacinações, estabelecendo as bases para uma forte recuperação econômica. Em tal situação, não seria realista que as autoridades esperassem que as condições financeiras devessem permanecer tão baixas agora como em dezembro.

Anatoli Annenkov, economista do Sociéte Générale em Londres, se pergunta se parte da preocupação com o aumento dos rendimentos é exagerada.

“Os mercados podem estar um pouco adiantados, mas não vimos nada nas taxas de juros reais que pudesse prejudicar a recuperação”, disse.

As expectativas de inflação estão perto dos níveis mais altos em quase dois anos, e economistas pesquisados pela Bloomberg preveem que os preços ao consumidor subirão mais rápido do que o estimado anteriormente. A confiança dos gerentes de compras está no maior nível em três anos, e as fábricas alemãs registram aumento de pedidos em ritmo quase três vezes acima do que o esperado.

Knot, do banco central holandês, insistiu na semana passada que rendimentos mais altos são uma “história positiva”, porque refletem expectativas de melhoria. O vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, observou que o aumento dos rendimentos partiu de níveis muito baixos e “em termos de spreads, a situação está muito tranquila”.

O presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, é outro que não está preocupado, argumentando em entrevista à Bloomberg Television que o tamanho dos movimentos observado não é “particularmente preocupante”.

For more articles like this, please visit us at bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2021 Bloomberg L.P.