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BCE alerta para exuberância e riscos à estabilidade financeira

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A zona do euro enfrenta riscos elevados para a estabilidade financeira, pois emerge da pandemia com elevado endividamento e “notável exuberância” nos mercados em meio à alta dos rendimentos dos títulos, de acordo com o Banco Central Europeu.

O termo, que ecoa o ex-presidente do Federal Reserve Alan Greenspan, que descreveu a bolha pontocom na década de 1990 como “exuberância irracional”, destaca a crescente preocupação de que a enxurrada de estímulos fiscais e monetários necessários para combater a crise também possa estar criando desequilíbrios perigosos.

Se mais surpresas de aceleração da inflação nos EUA levarem investidores a apostar no aperto monetário antes do previsto, elevando os rendimentos dos títulos sem uma melhora do crescimento econômico, “os efeitos da reprecificação do mercado acionário dos EUA podem ser substanciais”, disse o BCE em sua Revisão de Estabilidade Financeira na quarta-feira.

“Uma correção de 10% nos mercados de ações dos EUA poderia, portanto, levar a um aperto significativo das condições financeiras da área do euro, semelhante a cerca de um terço do aperto visto após o choque do coronavírus em março de 2020”, disse o relatório.

A zona DO euro é vulnerável a esse contágio porque, como a maioria dos países, acumulou muito mais dívida durante a crise. O aumento dos rendimentos pode derrubar os preços dos títulos e enfraquecer os balanços dos bancos da região, que há muito tempo enfrentam baixa rentabilidade.

O BCE também disse que, com o impacto econômico desigual da pandemia, os riscos para a estabilidade financeira provavelmente se materializarão em setores e países com maiores vulnerabilidades pré-existentes.

O BCE já fez uma intervenção no início deste ano, quando o aumento dos rendimentos dos títulos dos EUA também elevou os custos de financiamento no mundo todo. Autoridades aceleraram o ritmo de compras de ativos, argumentando que a região ainda não estava pronta para juros mais altos, pois a recuperação foi prejudicada por um início mais lento da vacinação. A instituição irá rever essa decisão no próximo mês.

Embora o Fed também tenha rejeitado sugestões de aperto iminente, alguns investidores apostam que o banco central dos EUA precisará reduzir seu apoio mais cedo ou mais tarde. Os preços ao consumidor nos EUA mostraram a maior alta em abril desde 2009, levando autoridades a transmitirem a mensagem de que as pressões atuais devem ser transitórias.

Bolha do Bitcoin

O relatório do BCE também destaca a “exuberância” em criptoativos, afirmando que “o aumento dos preços do Bitcoin tem eclipsado bolhas financeiras anteriores, como a ‘mania das tulipas’ e a Bolha dos Mares do Sul nos anos 1600 e 1700”.

Ainda assim, o BCE concluiu que, como tais ativos não são utilizados em grande escala para pagamentos e a exposição dos bancos é baixa, os riscos para a estabilidade financeira “parecem limitados no momento”.

O BCE destacou outros riscos enfrentados pela economia do bloco, como a desaceleração do mercado de trabalho e a redução dos investimentos, o que pode levar a uma recuperação lenta. Também incluiu uma nova análise dos riscos relacionados ao clima, que afetam uma “parte significativa” dos empréstimos bancários a empresas, disse.

“Estamos otimistas de que as condições financeiras e econômicas se recuperarão”, disse o vice-presidente do BCE, Luís de Guindos, no relatório. “Há, no entanto, a realidade de que a pandemia deixará um legado de dívida maior e balanços mais fracos, o que - se não for tratado - pode levar a correções acentuadas no mercado e estresse financeiro, ou a um período prolongado de fraca recuperação econômica.”

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©2021 Bloomberg L.P.