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BCE agirá em caso de piora do cenário para inflação, diz Kazaks

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- Ninguém deve duvidar que o Banco Central Europeu está pronto para agir se a perspectiva de inflação se deteriorar, avisou o membro do Conselho Geral da instituição, Martins Kazaks.

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O BCE projeta que o aumento dos preços ao consumidor vai recuar para abaixo da meta de 2%, com o desembaraço dos nós nas cadeias de suprimentos e o alívio nos preços de energia. Ainda assim, a instituição deve permanecer vigilante diante da ameaça persistente da Covid-19 e da elevada incerteza econômica, declarou o comandante do banco central da Letônia.

“Que ninguém pense que não subiremos os juros ou que não cortaremos o apoio se for necessário”, disse Kazaks em entrevista na terça-feira. “É claro que faremos nosso trabalho.”

Falando sobre a necessidade de adaptação, ele afirmou que “flexibilidade é o nome do jogo”.

Os comentários dele vêm após a decisão do BCE no mês passado de planejar um caminho para saída das medidas emergenciais de estímulo implementadas com a chegada da pandemia em 2020. Isso apesar do novo salto nos casos de Covid-19 desde o surgimento da variante ômicron.

Enquanto as compras de títulos serão gradualmente reduzidas, a presidente do BCE, Christine Lagarde, reiterou que um aumento nos juros em 2022 é improvável. Os investidores não estão tão seguros disso. Os mercados de curto prazo precificam um aumento de 0,10 ponto percentual na taxa básica até o final do ano e outro até março de 2023.

Na sexta-feira serão divulgados dados que devem mostrar desaceleração da inflação recorde na Zona do Euro para 4,8% nos 12 meses até dezembro. O comandante do banco central francês, François Villeroy de Galhau, afirmou na terça-feira que a inflação está perto do pico, depois que os números de seu país forneceram os primeiros sinais de estabilização. Um dia depois, porém, foi divulgado que a inflação na Itália atingiu o maior nível em mais de uma década.

O BCE projeta alta média de preços de 3,2% neste ano e de 1,8% em 2023 e 2024. Mas Kazaks não está sozinho na diretoria do BCE no alerta sobre os riscos de superação dessas previsões.

Pierre Wunsch, da Bélgica, afirmou que as projeções mostram que o BCE está “essencialmente na meta” e que corre o risco de ficar atrás de bancos centrais no exterior no combate ao avanço dos preços.

Sem surpreender o mercado

As trajetórias divergentes da política monetária ficaram evidentes em dezembro, quando o Banco da Inglaterra surpreendeu os investidores com um aumento de juros e o Federal Reserve dos EUA acelerou a saída do programa de combate à crise.

Diante da elevada incerteza, Kazaks disse que concorda com a atual perspectiva do BCE para os índices de preços.

“Devemos dar um passo de cada vez”, disse ele. “Teremos outra previsão em março, outra em junho, e então veremos melhor a evolução da inflação.”

Acabar com as compras de títulos até o final do ano e aumentar a taxa básica de juros no início de 2023 — a ideia lançada por Klaas Knot, representante da Holanda no Conselho Geral — é um “cenário possível”, segundo Kazaks.

Ao mesmo tempo, o BCE deve evitar “balançar o barco”.

“Não devemos surpreender os mercados e deixar os mercados sem saber o que está acontecendo”, disse ele. “A abordagem passo a passo é muito importante.”

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