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BC vê impacto do choque de juros no 'aumento moderado' da inadimplência, mostra ata

***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 11.01.2022 - Fachada do Banco Central do Brasil, em Brasília. (Foto: Antonio Molina/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 11.01.2022 - Fachada do Banco Central do Brasil, em Brasília. (Foto: Antonio Molina/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central já vê os impactos do choque de juros nas concessões de crédito para as famílias e no aumento moderado da inadimplência, conforme ata divulgada nesta terça-feira (1º).

"Nota-se um impacto nos dados recentes referentes tanto à composição das concessões de crédito para as famílias quanto ao aumento moderado da inadimplência, em parte associados a uma dinâmica na renda real disponível que sugere retração", disse o BC no documento.

Na última quarta-feira (26), às vésperas do segundo turno das eleições, o Copom manteve a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano.

Foi a segunda reunião seguida em que não houve alteração no patamar da Selic. No encontro anterior, em setembro, o colegiado do BC interrompeu o seu mais intenso ciclo de aperto monetário desde a adoção do regime de metas para inflação, em 1999.

Segundo levantamento da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) divulgado em outubro, a inadimplência manteve um elevado ritmo de alta em setembro. No mês, o volume de consumidores que atrasaram o pagamento de dívidas atingiu 30%, o maior desde o início da série histórica.

Foi o terceiro recorde consecutivo do índice, que evoluiu 0,4 ponto percentual em relação ao mês de agosto. Em um cenário econômico marcado pelos juros altos, os débitos já contraídos encarecem e apertam o orçamento das famílias, especialmente as de menor renda.

Na ata, o BC também destacou que houve redução da ociosidade da economia -parâmetro que indica se a economia está rodando acima ou abaixo de seu potencial- e que continuará avaliando a evolução da inflação de serviços.

"O Copom reforça que incorpora, em sua projeção, um aumento da ociosidade ao longo do horizonte de política monetária, como reflexo do ajuste monetário empreendido nos últimos trimestres", disse.

"O Comitê segue acompanhando, com especial atenção, a evolução da inflação de serviços, que depende tanto da inércia inflacionária quanto do hiato do produto, e cuja trajetória ficará mais clara ao longo do tempo", continuou. O hiato do produto mede a diferença entre o crescimento potencial da economia e o efetivo, e a situação do mercado de trabalho é um dos termômetros para estimar essa diferença.

Segundo o colegiado do BC, o conjunto de indicadores sinalizou um ritmo mais moderado de crescimento, acrescentando que o efeito defasado da política monetária sobre a economia aponta para o arrefecimento da atividade econômica, que tende a se acentuar à frente.

"Por um lado, o ímpeto da reabertura da economia no setor de serviços e os estímulos fiscais ainda impulsionam o crescimento do consumo, embora esses impulsos devam arrefecer. Por outro, o impacto da política monetária e suas defasagens aponta para uma redução do ritmo da atividade econômica, que tende a se acentuar nos próximos trimestres", afirmou.