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BC tem situação de absoluta tranquilidade em relação à inflação, diz Campos Neto

Fabio Graner, Alex Ribeiro e Estevão Taiar
·2 minutos de leitura

Para o presidente do Banco Central, as pressões recentes de preços devem ficar circunscritas a este ano O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse hoje que a autoridade monetária tem “absoluta tranquilidade” com o cenário de inflação e avalia que as pressões recentes de preços devem ficar circunscritas a este ano e não devem contaminar a inflação futura. “Nós mostramos nossas simulações e a tranquilidade que o BC tem com isso”, disse, destacando que questões específicas afetam os preços, como a alta de commodities em reais e questões de mercado em alguns produtos, além do efeito do auxílio emergencial. Para o presidente do BC, Roberto Campos Neto, pressões recentes de preços não devem influenciar a inflação futura Antonio Cruz/Agência Brasil O diretor de política econômica do Banco Central, Fábio Kanczuk, por sua vez, reforçou a mensagem e considerou muito improvável que haja um repasse da inflação de 2020 para 2021, dada a ociosidade da economia. Kanczuk afirmou que a autoridade monetária está olhando atualmente mais para o cenário com trajetória de juros projetada pela pesquisa Focus e câmbio constante. Nesse cenário, a trajetória da inflação é de 2,1% em 2020, 2,9% em 2021, 3,3% em 2022 e também 3,3% em 2023. A não ser neste último ano, quando está em torno do centro da meta, esse cenário está apontando um IPCA abaixo da meta nos demais anos. Ele também reconheceu que a velocidade da retomada da atividade econômica surpreendeu. A projeção oficial de PIB do Banco Central foi revisada de retração de 6,4% para queda de 5%. Riscos fiscais Campos Neto reforçou que a autoridade monetária interromperá o “forward guidance” caso perceba um agravamento dos riscos fiscais. Ele não detalhou, no entanto, que riscos seriam esses. "Não estamos dispostos a correr riscos ligados a questão fiscais", disse, na entrevista coletiva do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). "Não vamos fazer especulações", afirmou, questionado sobre quais seriam esses riscos. No começo do mês, o diretor de política econômica do BC, Fabio Kanczuk, citou o rompimento do teto de gastos como um episódio que interromperia o “forward guidance”. Campos também foi questionado sobre a possibilidade de o BC eventualmente adotar um arcabouço de política monetária semelhante ao do Fed, o banco central americano. De maneira simplificada, a autoridade monetária mira em uma média de inflação ao longo dos anos. Segundo ele, o BC não considera "a adoção de nada parecido com o Fed, pelo menos no curto prazo". Ele ainda detalhou mensagem divulgada após a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e na última ata do colegiado, a respeito de limites que questões prudenciais estariam impondo a novos cortes de juros. "Não dissemos que o prudencial inibe [corte de juros], dissemos que recomenda cautela. Estamos olhando como mercado se adapta a essa mudança de juros”, afirmou, reforçando que o espaço para novas quedas da Selic "é pequeno ou nulo".