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BC tem de fazer o necessário para conter inflação, diz Ilan

Josue Leonel e Matthew Malinowski
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O Banco Central deveria ter sido mais cauteloso ao cortar a taxa de juros e agora precisa deixar claro que fará o que for necessário para conter a inflação, disse o ex-presidente do Banco Central Ilan Goldfajn, em entrevista.

Segundo ele, o BC não deve se comprometer antecipadamente com um ajuste parcial da política monetária.

“O BC tem que fazer o ajuste que for necessário para fazer com que uma inflação que deve chegar a 8% em 12 meses volte a cair em direção à meta”, afirmou Ilan, que presidiu o BC entre 2016 e 2019 e é agora presidente do conselho do Credit Suisse Brasil.

O mercado, que chegou a defender a forte queda nos juros, para o piso histórico de 2%, agora está preocupado que o BC esteja atrás da curva, disse Ilan, 55. Em meio aos ruídos, a autoridade monetária precisa agora de uma abordagem que priorize a redução das expectativas inflacionárias. “Se você está disposto a fazer o que é necessário, talvez não seja obrigado a fazer.”

O Banco Central vem tentando conter a inflação, sem interromper a ainda frágil recuperação da economia, que é ameaçada pelo agravamento da pandemia.

No mês passado, o Copom elevou a Selic em 0,75 ponto percentual, para 2,75%, na maior alta em uma década, e sinalizou outro aumento de mesma magnitude na próxima reunião. Além disso, indicou que fará uma “normalização parcial” da política monetária, sem levar o juro de volta ao neutro neste momento.

Segundo o ex-presidente do BC, o novo patamar da Selic deverá ficar na casa de um dígito. O uso do forward guidance, abandonado no começo deste ano e que sinalizava juros estáveis, não é recomendável para países emergentes como o Brasil, que experimentam mudanças constantes de cenário, disse Ilan. “Eu tenho impressão que este instrumento ainda não está à nossa disposição.”

Ele avalia que o dólar, cuja volatilidade foi impulsionada pelos juros baixos combinados ao risco fiscal e ao impacto da pandemia, não deve cair abaixo de R$ 4,90 ou R$ 4,80 mesmo que haja uma melhora de cenário. Em caso de estresse, a moeda poderia ir até em torno de R$ 6,00.

Pandemia

O ex-presidente do BC afirmou que o avanço da vacinação e o sucesso de outras medidas contra a Covid-19 serão decisivos para o desempenho da economia no curto prazo.

No mês passado, Ilan se juntou a outros economistas e executivos de bancos e empresas ao assinar uma carta que pedia mais ações do governo contra a pandemia. O documento alertou que o país estava em situação social desoladora e que a crise econômica não teria alívio sem controle da Covid-19.

Outros destaques da entrevista:

Embora o PIB deva ter crescimento mais forte no segundo semestre, a atividade pode ser afetada se houver mais lockdownsMercado pode enfrentar volatilidade com as eleições de 2022Cenário externo positivo deve persistir com estímulos e juros baixos, mas há incerteza se o quadro benigno se manterá em 2022

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©2021 Bloomberg L.P.