Mercado fechado
  • BOVESPA

    120.061,99
    -871,79 (-0,72%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.945,56
    +416,59 (+0,86%)
     
  • PETROLEO CRU

    61,10
    -1,57 (-2,51%)
     
  • OURO

    1.794,60
    +16,20 (+0,91%)
     
  • BTC-USD

    55.590,05
    -448,40 (-0,80%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.284,28
    +21,32 (+1,69%)
     
  • S&P500

    4.164,04
    +29,10 (+0,70%)
     
  • DOW JONES

    34.082,73
    +261,43 (+0,77%)
     
  • FTSE

    6.895,29
    +35,42 (+0,52%)
     
  • HANG SENG

    28.621,92
    -513,81 (-1,76%)
     
  • NIKKEI

    28.508,55
    -591,83 (-2,03%)
     
  • NASDAQ

    13.863,25
    +69,00 (+0,50%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7006
    -0,0019 (-0,03%)
     

BC quis quebrar trajetória unidirecional do câmbio, diz Kawall

Josue Leonel
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O Banco Central ampliou as intervenções no câmbio para interromper o movimento unidirecional de alta do dólar, diz Carlos Kawall, diretor da Asa Investments e ex-secretário do Tesouro Nacional.

Segundo ele, a autoridade monetária interpretou que o câmbio estava disfuncional, movimento que pode ter sido causado pela busca de proteção para as apostas na alta da bolsa.

“Claro que tem questões de fundamento, incerteza fiscal, mas o fato é que estava indo quase que numa trajetória solo frente aos outros emergentes e ele decidiu quebrar a dinâmica atuando de forma mais incisiva.”

O Banco Central mudou sua estratégia de atuação no câmbio na semana passada, após moeda superar R$ 5,80, com a piora da percepção de risco sobre o país.

Desde então, o BC passou a fazer leilões de swap cambial e à vista mesmo quando o dólar registrava queda. A autoridade monetária vendeu o equivalente a US$ 3,155 bilhões em três dias de atuação na semana passada.

O dólar acumulava alta de cerca de 12% no ano até o dia 9 de março, véspera da nova atuação do BC, no pior desempenho em uma cesta de 24 moedas emergentes. Em contrapartida, desde então o dólar caiu cerca de 3%.

Analistas enxergaram uma preocupação do BC com o nível elevado do câmbio, e não apenas com a volatilidade, como a autoridade monetária apontava até então. Além disso, o dólar alto também pressiona a inflação, com reflexos sobre a taxa de juros.

Kawall não acredita que o objetivo das intervenções esteja ligado à política monetária. Segundo ele, o Banco Central poderá dar explicações sobre a nova estratégia após passar o período de silêncio que antecede a decisão do Copom na quarta-feira.

Ele estima que o BC iniciará um ciclo de alta da Selic já nesta semana, com elevação de 0,50 ponto percentual, para 2,5%, em decisão “bastante complexa”. Se por um lado a inflação subiu, por outro o agravamento da pandemia de coronavírus prejudica a atividade.

“O BC está colhendo o pior dos mundos. Alta da inflação com sinais de arrefecimento da atividade que deve continuar no segundo trimestre.”

Tentação populista

Kawall prevê que as próximas semanas serão turbulentas, com a piora da pandemia e manutenção do prêmio de risco do país elevado.

Recentemente, o avanço do dólar foi puxado pela troca de comando da Petrobras feita pelo presidente Jair Bolsonaro e pelas incertezas fiscais.

Também pesou a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, de anular as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornando-o elegível em 2022.

“Isso mostrou a ideia do medo de que o governo atual exacerbe a tentação populista frente à necessidade de se contrapor eleitoralmente ao Lula”, afirmou.

For more articles like this, please visit us at bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2021 Bloomberg L.P.