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BC pretende ‘prover liquidez de forma abrangente’, diz Serra

Estevão Taiar e Alex Ribeiro

Segundo o diretor de Política Monetária, compra de ativos no mercado secundário busca melhor a situação geral, e não ajuda a setores ou empresas específicas O Banco Central (BC) pretende "prover liquidez de forma abrangente" para a economia com a compra de ativos no mercado secundário, e não ajudar setores ou empresas específicas, afirmou nesta terça-feira o diretor de Política Monetária da instituição, Bruno Serra Fernandes.

"Temos interesse de prover liquidez de forma abrangente. Não faz parte do poder do Banco Central prover liquidez para um setor ou empresa específica", disse em entrevista coletiva.

De acordo com ele, da maneira como a emenda constitucional que permite a compra foi construída, a maior parte dos títulos que o BC poderá comprar são debêntures, "por terem preços reconhecidos" segundo as condições necessárias.

Bruno Serra Fernandes, diretor de Politica Monetária do BC, diz que compra de títulos no mercado secundário visa liquidez abrangente

Carol Carquejeiro/Valor

O diretor também destacou que essa atuação impactará a dívida líquida do setor público. "Sempre que o BC comprar um real de debênture, isso vai impactar a dívida liquida, e o resultado primário. O BC faz parte do setor público", afirmou. "Assim, quando eventualmente vender o ativo, tem um impacto oposto."

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, negou que o objetivo da compra de ativos no mercado secundário seja o de controlar a curva de juros. Segundo ele, a Selic ainda é o principal instrumento da instituição para controlar a curva de juros. "Temos enfatizado que ainda existe espaço para a política monetária", disse.

Ele evitou dar qualquer prazo para o início da atuação da autoridade monetária no mercado secundário. "Hoje vamos anunciar como o sistema de compra de títulos vai funcionar. Não estamos anunciando quando vamos comprar", disse.