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BC nega antecipar intervenções no câmbio após declaração de diretor

BERNARDO CARAM
·2 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Após declaração do diretor de Política Econômica do BC (Banco Central), Fabio Kanczuk, sobre possível atuação cambial no fim do ano, a autoridade monetária divulgou nota na noite desta sexta-feira (6) para afirmar que não antecipa eventuais decisões sobre intervenção no câmbio. Em evento virtual promovido pelo Itaú na tarde desta sexta, Kanczuk indicou que o BC deve atuar no final do ano em função de grande fluxo esperado no país pela questão do overhedge dos bancos, um mecanismo de proteção contra a variação cambial. De acordo com Kanczuk, o BC tem o tema "super bem monitorado". Ele pontuou ser trabalho da autoridade monetária impedir problemas. "O mercado precisa ser espesso, grosso o suficiente para aguentar um fluxo muito grande que vai acontecer no finalzinho do ano, e o Banco Central (está) pensando em alternativas de como não deixar que esse fluxo seja disruptivo", disse ele. "A gente tem dúvida se mercado tem espessura suficiente para isso e acha que vai precisar dar alguma ajuda para isso não chacoalhar e com isso o Brasil inteiro sair prejudicado", completou. Após as declarações, a moeda americana seguiu trajetória de queda. No fechamento da sexta, o dólar caiu 2,84%, a R$ 5,388, menor valor desde 18 de setembro e sua maior desvalorização diária desde 28 de agosto. No início da noite, o BC soltou uma nota à imprensa, na qual afirma que decisões sobre disfuncionalidades de mercado são tomadas de forma fundamentada, com governança e transparência. "O Banco Central reitera que avalia continuamente o funcionamento do mercado de câmbio e esclarece que não antecipa eventuais decisões sobre intervenção, rejeitando quaisquer interpretações neste sentido", informou. Durante a tarde, o ministro Paulo Guedes (Economia) também fez comentários sobre câmbio no mesmo evento. Guedes voltou a dizer que "agora é juros mais baixo e câmbio mais em cima mesmo". Para ele, a manutenção do dólar em um patamar muito baixo em relação ao real demanda que o país tenha muitas reservas em moeda estrangeira. De acordo com o ministro, o Brasil não vai "queimar reservas". "Uma coisa é você estar com uma moeda a R$ 1,80, R$ 2,00, R$ 2,80, claramente sobrevalorizada. Outra coisa é estar a R$ 5,50, aí não precisa de tanta reserva para defender uma moeda que não está mais sobrevalorizada. Possivelmente até já teve um 'overshooting', já bateu lá em cima e já avançou", disse.