BC: mudança em compulsório visa uso de Letra Financeira

O Banco Central (BC) informou que as mudanças anunciadas nesta quinta-feira nas regras dos depósitos compulsórios sobre depósitos a prazo têm por objetivo incentivar o uso das Letras Financeiras e adequar a norma ao crescimento natural do patrimônio dos bancos, levando em conta sua rentabilidade nos últimos dois anos. O BC reafirmou que a medida não visa ajudar instituições com problemas de liquidez.

A inclusão das Letras Financeiras na parcela do passivo das instituições vendedoras que deve estar representada por depósitos a prazo (no mínimo 20%), por exemplo, é uma modificação das regras do compulsório anunciadas no mês de setembro, quando houve liberação de recursos com injeção de liquidez. A Letra Financeira foi criada no primeiro trimestre de 2010 e representava, no final de setembro, um estoque de R$ 220 bilhões.

O BC também atualizou nesta quinta-feira, após dois anos, o valor máximo do patrimônio de referência das instituições cujas vendas de carteira podem ser deduzidas do compulsório a prazo do banco comprador, que passou de R$ 2,2 bilhões para R$ 3,5 bilhões, com objetivo de adequar a regra aos resultados financeiros dos bancos. Esse valor já havia sido alterado em 2010.

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